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Irmãs devem permanecer duas semanas na Unidade de Terapia Intensiva de hospital na Califórnia, além de outras duas de internação no centro médico

Erika e Eva nasceram uma de frente para a outra, cada uma com coração e pulmão, mas compartilhavam várias estruturas
Facebook/ Arturo's Angels: Born as One Soon to Be Two/ Reprodução
Erika e Eva nasceram uma de frente para a outra, cada uma com coração e pulmão, mas compartilhavam várias estruturas

Eva e Erika Sandoval, de dois anos, nasceram em agosto de 2014 unidas pelo abdômen e dividiam três pernas. Após 17 horas de cirurgia para separação, o Hospital Infantil Lucile Packard, na Califórnia, anunciou nesta quinta-feira (8) que as irmãs passam bem.

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A cirurgia teve início na última terça-feira (6) e se estendeu até a manhã de quarta (7). “Elas foram muito bem. Estou muito satisfeito com o resultado”, afirmou o cirurgião principal, Gary Hartman. É o sétimo caso de separação do especialista, que teve a ajuda de outros 50 profissionais.

“É incrível ver como as meninas são fortes”, disse Aida Sandoval, mãe das gêmeas. “Vê-las agora na UTI, você olha e pensa ‘você está sentido falta da sua outra metade’, mas nós sabemos que isto é certo para elas: serem independentes, terem a chance de ter sucesso e explorar por conta própria tudo o que o mundo tem a oferecer.”

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As irmãs devem permanecer por duas semanas na Unidade de Terapia Intensiva do hospital, além de outras duas de internação no centro médico até que possam retornar para casa.

As irmãs siamesas com o pai, Arturo - cirurgia de Erika e Eva vai possibilitar que ambas tenham uma vida independente
Facebook/ Arturo's Angels: Born as One Soon to Be Two/ Reprodução
As irmãs siamesas com o pai, Arturo - cirurgia de Erika e Eva vai possibilitar que ambas tenham uma vida independente


Cirurgia

Erika e Eva nasceram uma de frente para a outra. Cada uma tem seu próprio coração e pulmão, mas compartilhavam o diafragma e algumas estruturas anatômicas abaixo do músculo. Cada uma também tinha um estômago, mas outras partes do sistema digestivo eram unidas. Elas tinham um fígado, uma bexiga, dois rins saudáveis ​​e três pernas. “Antes da separação, não dava para ver a anatomia das duas como pessoas diferentes”, explicou o cirurgião plástico e reconstrutivo Peter Lorenz.

A reconstrução do corpo de Eva foi feita mais rápido, já que a menina tinha pele suficiente para fechar a região do procedimento. Já os médicos que ficar com Erika precisaram usar os ossos, músculos e pele da terceira perna das meninas para conseguir finalizar a cirurgia uma hora depois da de Eva. Os cirurgiões até consideraram manter a perna com Erika, caso não fosse preciso utilizá-la na reconstrução, mas de qualquer forma a menina não conseguira andar com ela por conta de uma anatomia anormal.

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Agora, cada irmã está, aproximadamente, sem um terço do abdômen, com um rim e uma perna. Ambas continuam sedadas para controle da dor. Os profissionais do Hospital Infantil Lucile Packard trabalharam para que não sejam necessárias cirurgias futuras. A equipe da separação incluiu cerca de 50 pessoas, mas, até as meninas seguirem para casa, mais de 100 profissionais vão ter ajudado no caso.

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