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OMS divulgou nota sobre a necessidade de se desenvolver antibióticos mais fortes contra a doença que já se tornou problema de saúde pública no mundo

OMS já havia divulgado uma lista com outras doenças que se tornaram resistentes a antibióticos, além da tuberculose
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OMS já havia divulgado uma lista com outras doenças que se tornaram resistentes a antibióticos, além da tuberculose

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou uma nota nesta quarta-feira (1) reafirmando a necessidade do desenvolvimento de novos antibióticos para combater a tuberculose multidroga resistente . Segundo Margaret Chan, Diretora-Geral da Organização, isto é “uma alta prioridade para a OMS e para o mundo”.

Estima-se que, em 2015, foram registrados 580 mil casos e 250 mil mortes relacionadas à tuberculose multidroga resistente, configurando um problema de saúde pública. Do total de doentes, apenas 125 mil receberam tratamento, sendo que só metade conseguiu chegar à cura.

Ao longo dos últimos 50 anos, apenas dois novos antibióticos chegaram a ser desenvolvidos, mas nenhum deles chegou à etapa final do processo. Segundo a nota da OMS, o problema é falta de financiamento.

Bactérias resistentes

Na segunda-feira (27), a OMS já havia divulgado uma lista com bactérias que se tornaram resistentes a antibióticos. São 12 famílias de bactérias que se transformaram em uma ameaça para a saúde humana. O objetivo é alertar para a necessidade do desenvolvimento de novos medicamentos.

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“A resistência aos antibióticos está crescendo, e estamos ficando sem opções de tratamento. Se deixarmos as forças do mercado sozinhas, os novos antibióticos que precisamos mais urgentemente não serão desenvolvidos a tempo”, afirmou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS para Sistemas de Saúde e Inovação.

A lista foi dividida de acordo com a urgência em que se necessitam novos medicamentos: prioridade crítica, alta e média. Dentro do grupo crítico, estão bactérias que podem causar infecções como da corrente sanguínea e pneumonia. Estes problemas são particularmente perigosos em hospitais, casas de repouso e entre pacientes com ventiladores e cateteres.

Bactérias como Acinetobacter, Pseudomonas e Enterobacteriaceae se tornaram resistentes até mesmo a antibióticos da terceira geração, os melhores disponíveis atualmente para o tratamento de bactérias multirresistentes.

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Nas outras duas categorias, há bactérias que podem provocar doenças mais comuns, como gonorreia ou intoxicação alimentar por salmonela.

A tuberculose não incluída na lista divulgada na segunda-feira porque já é alvo de programas específicos para o desenvolvimento de novos medicamentos. Além disso, outras bactérias que também estão se tornando resistentes não foram listadas por ainda não serem uma ameaça significativa para a saúde pública.

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