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Apesar de os sintomas surgirem logo após a menina receber a vacina, médicos associam o problema a distúrbios psicológicos, como depressão

Nos últimos registros da família de Mia Blesky, de 12 anos, do Reino Unido, a garota aparece de pé, concentrada, enquanto segurava um microfone e cantava uma canção, uma das suas atividades favoritas. Mas o sonho de ser cantora precisou ser adiado: depois de receber uma vacina contra o vírus HPV, suas pernas pararam de responder, e em poucos dias ela ficou paralisada do pescoço para baixo.

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Após tomar vacina contra o vírus HPV, garota de 12 anos perde os movimentos e fica paralisada do pescoço para baixo
SWNS
Após tomar vacina contra o vírus HPV, garota de 12 anos perde os movimentos e fica paralisada do pescoço para baixo

O HPV é um vírus capaz de causar infecções sexualmente transmissíveis que podem resultar em verrugas genitais e câncer cervical. A vacina , conhecida como Gardasil, é oferecida rotineiramente para garotas entre 12 e 13 anos. Mas, no dia seguinte que Mia recebeu a imunização na escola, ela sentiu suas pernas ficarem pesadas, seus pés estavam trêmulos e um ardor na coluna. Depois disso, sua vida mudou completamente.

Para os familiares da estudante, é claro que o que deixou a garota, até então saudável, dessa maneira foi uma reação à polêmica vacina contra o HPV que ela havia tomado dias antes. No entanto, os médicos do A & E no Royal Berkshire Hospital, para onde ela foi levada, afirmam que o problema da adolescente é psicológico.

A família tem registros de como a saúde de Mia se deteriorou rapidamente. No início, logo após a injeção, ao tentar andar, suas pernas pareciam não aguentar o peso do corpo e ela não conseguia dar pequenos passos. Com o tempo, a situação foi piorando e hoje ela não consegue nem sair da cama sem ajuda.

A mãe de Mia, Gini, disse que está desesperada para que algum médico possa afirmar que o problema de sua filha não é psicológico. "Ela deixou de ser alguém que cantava, pulava e dançava e agora só consegue piscar e falar.”

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Ainda segundo Gini, quando a estudante deu entrada no hospital, os médicos disseram o que a menina tinha era uma forma de automutilação, que podia estar associada a problemas de depressão, bullying ou até de sexualidade. "Depois de alguns dias eles lhe deram alta e não receitaram nenhum tratamento. Tivemos que comprar uma cadeira de rodas, e eu estou cuidando dela praticamente sozinha”, contou a mãe.

Atualmente, ela está passando por sessões de fisioterapia. Além da paralisia, Mia ficou incontinente, não consegue ingerir alimentos e sofre espasmos involuntários.

Polêmica da vacina

Atualmente, há uma estimativa de que doenças causadas pelo HPV matam 1.000 pessoas anualmente no Reino Unido, mas os médicos afirmam que cerca de 400 vidas são salvas a cada ano por conta da campanha de vacinação em adolescentes.

Entretanto, muitas mulheres relatam ter desenvolvido uma síndrome da fadiga crônica depois de terem sido imunizadas.

As autoridades de saúde em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde, têm revisado a vacina e concluíram que é segura. O Medicines and Healthcare products Regulatory Agency e a Saúde Pública da Inglaterra disseram que a prevenção contra o HPV é a maneira mais eficaz para proteger contra o câncer cervical e outras doenças causadas pelo vírus, que mata 900 mulheres do Reino Unido a cada ano.

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