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Equipe acredita que morte cerebral não é irreversível e desenvolve técnica que deverá ser testada em humanos com data marcada para este ano

Testes que podem reverter morte cerebral deverão ser aplicados ainda neste ano
shutterstock/Reprodução
Testes que podem reverter morte cerebral deverão ser aplicados ainda neste ano

Quem nunca quis reverter a morte de algum ente querido ou desejou que a ciência tivesse inventado um recurso que pudesse evitar o óbito? Impossível? Não para uma empresa americana, que está tentando provar que pessoas diagnosticadas com morte cerebral podem ter uma segunda chance.

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A afirmação vem da Bioquark, uma empresa com sede na Filadélfia, que revelou, no final de 2016, que os médicos podem estar enganados sobre a morte cerebral , e essa condição pode não ser irreversível.

Parece loucura? Não para eles, que fazem questão de reafirmar que há sim chances de mudar o quadro de pessoas com essas condições, salvando-as do óbito. Apesar de nenhum teste ter sido feito até o momento, as primeiras tentativas para provar essa teoria já têm data marcada para os próximos meses.

Ira Pastor, CEO da companhia, revelou que em breve sua equipe testará um método que envolve células-tronco para recuperar esses pacientes. A técnica se resume em uma série de injeções dessas células, que eles acreditam ser capaz de reiniciar o cérebro, recuperando o paciente.

Pastor explica que essa é a primeira vez que o procedimento será implantado, sendo diretamente testado em humanos, já que a empresa não tem planos de testar em animais antes.

Diagnóstico

Para ser declarado oficialmente morto na maioria dos países é necessário a comprovação da perda completa e irreversível da função cerebral, conhecida também como morte encefálica.

No Brasil, o diagnóstico é dado a partir de exames que comprovem a ausência total das funções neurológicas, impossibilitando qualquer reflexo cerebral e a respiração autônoma, sem ajuda de aparelhos.

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Geralmente, essa condição é causada por agressões ou ferimentos severos no cérebro, e mesmo que o coração esteja batendo, o paciente é considerado morto.

Teste na Índia

Inicialmente, Pastor e seu colaborador Himanshu Bansal, cirurgião ortopedista, planejaram realizar os primeiros testes na Índia. No entanto, dias depois de anunciar suas ambições, o plano foi bloqueado pelo Conselho Indiano de Pesquisa Médica, obrigando a dupla a fazer seus testes em outro país, que ainda não foi revelado.

Apesar da resposta negativa, essa situação possibilitou que mais detalhes do estudo fossem a público, vazando informações de como os cientistas planejam aplicar os testes.

Na primeira fase eles planejavam examinar indivíduos de 15 a 65 anos declarados com morte encefálica devido a uma lesão cerebral traumática usando exames de ressonância magnética, a fim de procurar possíveis sinais de reversão da morte cerebral.

Sendo assim, eles colheriam células-tronco do próprio sangue do paciente e injetariam de volta ao corpo. Em seguida, o paciente receberia uma dose de peptídeos injetados na medula espinhal.

Só então eles passariam por um curso de estimulação nervosa de 15 dias envolvendo laser e estimulação nervosa mediana para tentar reverter o quadro, enquanto os pacientes estariam sendo monitorados.

No momento, não há informações de qual será o país escolhido para realização dos primeiros testes. As barreiras que envolvem a questão consensual também atrapalham na escolha da nação. A ideia de consentimento para casos de morte cerebral é muito complicada, já que todos os pacientes estão tecnicamente mortos. Mesmo assim, a novidade já é considerada um avanço tecnológico para o futuro da medicina.

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