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Doença não é contagiosa, e tem tratamento gratuito pelo SUS; confira

Aproximadamente 0,5% da população mundial tem vitiligo, que não apresenta nenhum outro sintoma além das manchas na pele
shutterstock/Reprodução
Aproximadamente 0,5% da população mundial tem vitiligo, que não apresenta nenhum outro sintoma além das manchas na pele

Marcado pela perda da pigmentação da pele, o vitiligo é uma doença que ainda não tem explicações científicas consistentes para caracterizar a sua causa. Porém, se nem a medicina consegue esclarecer todos os pontos sobre a condição, a sociedade, por sua vez, também alimenta e espalha preconceitos e mitos.

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Pensando nisso, na semana em que é celebrado o Dia Nacional dos Portadores de Vitilig o, o Ministério da Saúde alerta sobre a importância da conscientização do diagnóstico precoce e do tratamento aos pacientes.

É preciso primeiro firmar que essa não é uma doença contagiosa e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), acomete aproximadamente 0,5% da população mundial.

Apesar de a doença ainda não ter causa definida, foi constatado que fatores emocionais podem desencadear ou agravar a ocorrência. Fenômenos autoimunes também podem estar associados à condição.

Caracterizada pela perda da coloração da pele, as lesões são formadas por conta da diminuição ou ausência de melanócitos nos locais afetados. No entanto, a SBD explica que a maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele, que variam de tamanho.

Tratamento

Há opções terapêuticas que podem ser indicadas conforme o quadro de cada paciente. Para indicar o que melhor se adequa em cada caso, é importante que, ao perceber o primeiro sintoma, um dermatologista seja consultado o quanto antes, pois é ele que também irá verificar se há alguma doença autoimune relacionada ao quadro.

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O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece consultas, diagnóstico, tratamento ambulatorial e hospitalar para a doença. O custeio dos procedimentos é feito por meio do Teto MAC (Média e Alta Complexidade) disponibilizado para os estados e municípios. Compete às regiões a identificação de suas necessidades, disponibilizando assistência aos pacientes, como também estipular cotas, credenciar e controlar os serviços.

O tratamento é individualizado e depende das características de cada paciente. De acordo com o Ministério da Saúde, a principal indicação nesse processo é a fototerapia, que apresenta resultados positivos principalmente para lesões da face e tronco. 

Os portadores da condição devem evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como usar roupas que provoquem atrito ou pressão sobre a pele. Recomenda-se em grande parte dos casos o acompanhamento psicológico.

Na maioria dos casos, não há qualquer outro sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Porém há relatos de pessoas que sentiram dor nas áreas afetadas.

Vitiligo no mundo

A prevalência do vitiligo pelo mundo é variável, sendo maior em africanos, menor em europeus e orientais e maior em mulheres. As prevalências populacionais em alguns países no mundo são: China (0,09%); Dinamarca (0,38%); Estados Unidos (0,40-2%); Índia (1,13%).

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