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Com o surgimento de bolhas, médicos precisaram cortar as erupções para salvar o braço da garota; segundo testes, a hena estava "turbinada"

Por não saber dos riscos, pai presenteia filhos com tatuagem de hena e uma das crianças tem reação alérgica
Reprodução/Facebook
Por não saber dos riscos, pai presenteia filhos com tatuagem de hena e uma das crianças tem reação alérgica

Durante as férias de verão uma das “atrações” principais de quem vai à praia é a tatuagem de hena. Popular entre as crianças, a pintura temporária é tão querida que até alguns adultos se rendem à brincadeira, que dura apenas alguns dias. Mas será que esse tipo de intervenção é segura?

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Sem pensar nas consequências negativas que a tatuagem de hena poderia causar, um pai resolveu presentear seus filhos com o desenho temporário. A atividade estava sendo oferecida dentro do hotel em que estavam hospedados, no Egito.

Ao retornarem para o Reino Unido de viagem, não demorou muito para a filha mais nova, Madison Gulliver, de apenas sete anos, sentir seu braço coçar. A pintura, que cobria todo o antebraço e chegava até a mão, passou a incomodar a garota, fazendo com que, em poucos dias, os pais percebessem que havia algo de errado.

Com as queixas de dores e a coceira muito mais forte mesmo já sem a tinta no corpo, ela precisou ir à um hospital.

Inicialmente, os médicos receitaram cremes e pomadas para ajudar a cicatrizar as feridas. Mas nada adiantava. Até que os traços no braço de Madison começaram a entrar em erupção, formando uma série de bolhas dolorosas.

As bolhas tomaram conta de todo o antebraço até a mão da menina de apenas sete anos de idade
Reprodução/Facebook
As bolhas tomaram conta de todo o antebraço até a mão da menina de apenas sete anos de idade

Foi então que ela finalmente foi encaminhada para um hospital especializado em queimadura, o Salisbury District Hospital. Ao tentar fazer diversos tratamentos, todos sem sucesso, a equipe de profissionais precisou fazer um teste por conta do vazamento de líquido das bolhas nos braços da menina e todos ficaram chocados ao descobrir um alto nível de PH, que indicava que ela havia sofrido uma queimadura química.

Sem muitas opções, os médicos decidiram cortar as bolhas para que pudessem acessar a pele queimada. Agora, Madison tem que usar uma ligadura de pressão por pelo menos seis meses para tentar minimizar as cicatrizes o máximo possível.

Para tratar a pele da garota, foi preciso cortar as bolhas
Reprodução/Facebook
Para tratar a pele da garota, foi preciso cortar as bolhas

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O pai da criança, Martin Gulliver, afirmou que desconhecia completamente os perigos da tatuagem temporária e pede para que haja mais informações sobre o assunto.

“Eu acho que, em parte, tenho culpa porque eu não sabia disso, mas também é culpo o hotel,  porque eles estão usando produtos químicos perigosos em crianças”, afirmou Gulliver.

Cuidado

O termo hena é usado para se referir tanto à planta quanto ao corante extraído dela. Essa tinta é muito utilizada na coloração de cabelos e também em pinturas corporais temporárias, que duram cerca de uma semana.

Porém, segundo os testes feitos em Madison, além da hena foi encontrado um produto químico chamado para-fenilenodiamina - ou PPD, como é conhecido. Ele geralmente é adicionado à pintura para tornar as tatuagens mais escuras e aumentar a vida útil.

O PPD está presente em muitos produtos, como creme solar e corante capilar, mas, geralmente, é usado em doses muito pequenas. A adição deste composto orgânico ao corante natural pode “turbinar” a cor da tatuagem de hena, mas também provocar danos irreparáveis na pele. Por isso, é preciso muito cuidado e conhecer exatamente a procedência do produto que está sendo utilizado na hora de fazer a pintura temporária.

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