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Ela afirma que sua barriga está inchada há três anos e nunca recebeu um diagnóstico; prefeitura de Igaporã diz que já entrou em contato com a jovem

Vídeo de mulher com barriga gigante já tem mais de 500 mil visualizações e foi compartilhado diversas vezes
Reprodução/Facebook
Vídeo de mulher com barriga gigante já tem mais de 500 mil visualizações e foi compartilhado diversas vezes

Daiane Maria de Oliveira, 28 anos, usou as redes sociais para pedir ajuda. A jovem, moradora da Lagoa da Torta, zona rural entre os municípios de Caetité e Igaporã, localizados no sudoeste da Bahia, aparece em um vídeo e nem é preciso muitas informações para notar o motivo do apelo: a barriga que não para de crescer.

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Na gravação, ela mostra a barriga gigante que, segundo a baiana, já está assim há três anos. “Gostaria de pedir uma ajuda, porque eu passo no médico e o médico nunca descobriu o que tenho nessa barriga e já faz três anos que minha menstruação não vem. Quem puder ajudar, pelo amor de Deus, me ajude”, diz a mulher no vídeo.

Segundo o relato, apesar de ir ao médico uma vez por mês para “retirar um líquido”, conforme ela mesma conta, não é informada sobre seu diagnóstico. “O mês passado mesmo, tirou seis litros [de líquido]”, afirmou.

Divulgação ajudou no diagnóstico

O vídeo, que registra mais de 540 mil visualizações em um de seus compartilhamentos, ganhou as redes sociais da última segunda-feira (25) e conseguiu chegar às autoridades da região onde a jovem mora.

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A prefeitura de Igaporã informou que, apesar de a mulher dizer que não recebeu diagnóstico da doença, foi constatado que ela estaria com cirrose hepática. Desde o início do ano, Daiane é tratada no Posto de Saúde da Família e no Hospital Municipal José Olinto Contrim Fernandes.

A retirada do líquido é considerado um tratamento paliativo, porém ela está sendo preparada para fazer um transplante de fígado. Nesta terça-feira (26), a prefeitura informou que ela já foi atendida por um endocrinologista, que realizou uma nova drenagem.

Cirrose hepática

Considerada uma lesão hepática crônica, ela pode acontecer por vários motivos, que provocam formação de cicatrizes e insuficiência hepática. Apesar de não ter cura, o tratamento pode ajudar a mantê-la controlada. Em casos mais graves, o transplante de fígado é o mais indicado.

Entre os sintomas, os pacientes podem sentir cansaço e fraqueza além de sofrer perda de peso. Porém, com o avanço da doença, é possível que a pele comece a ficar amarelada, presença de sangramento gastrointestinal, confusão mental e inchaço abdominal.

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