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Brasil tem índice de notificações da doença acima da média dos países das Américas; entidade alerta sobre casos de tuberculose multirresistente

A tuberculose faz parte das doenças super-resistentes, que já fazem 700 mil vítimas por ano ao redor do mundo
Reprodução
A tuberculose faz parte das doenças super-resistentes, que já fazem 700 mil vítimas por ano ao redor do mundo

As mortes por tuberculose foram reduzidas no mundo inteiro em 37% entre os anos 2000 e 2016, conforme informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (30). Entre as regiões com maiores quedas, a Europa e a Ásia-Pacifico se destacam, embora a doença continue sendo a principal responsável por morte por condições infecciosas em todo o mundo, superando a Aids.

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Os dados são parte do relatório anual sobre a tuberculose divulgado pela OMS em Washington, nos Estados Unidos. Mesmo com bons resultados na queda da taxa de mortalidade, mais de 10 milhões de pessoas tiveram tuberculose no ano passado.

Desse total, 90% dos casos acometeu adultos, sendo 65% homens e 10% pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) – que deixa o sistema imunológico frágil, aumentando as chances da doença aparecer. A África é o continente onde a incidência é maior, com 74% das pessoas com o vírus e tuberculose em 2016. Em uma análise global, no último ano, 1,67 milhão de pessoas com HIV morreram por tuberculose.

Brasil

De acordo com o relatório, o Brasil possui uma incidência da doença de 42 casos a cada 100 mil habitantes. O número é acima da média do continente americano, que é de 27 casos a cada 100 mil.

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Em relação às medidas para garantir informações à população o Brasil foi elogiado, já que o país vinculou a entrega de remédios a notificações da doença. Porém, em relação aos co-infectados com HIV, menos de 50% dos pacientes com o vírus e tuberculose estavam sendo tratados com medicações antirretrovirais.

Tuberculose multirresistente e falta de notificações

Uma das maiores preocupações da OMS é o fenômeno que está fazendo com que a doença não responda aos principais antibióticos existentes para o tratamento. A Índia, China e Federação Russa são as nações onde esses casos são mais comuns, segundo a entidade.

A dificuldade de diagnosticar e notificar os casos também preocupa a organização. Estima-se que dos 10,4 milhões de novos casos em 2016, apenas 6,3 milhões foram registrados oficialmente.

Para tratar e prevenir a tuberculose, a OMS prevê que sejam investidos US$ 9,2 bilhões nos países de renda baixa e média. Além disso, para melhorar o desenvolvimento de novas tecnologias terapêuticas, vacinas e formas de diagnóstico, seria necessário mais de US$ 1,2 bilhão.

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