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Entenda porque neurologista afirma que o presidente norte-americano poderia ter demência pré-senil, que afeta memória e funções cognitivas

Caretas, confusão na fala e outros comportamentos levaram médico a dizer que Trump teria sintomas de demência
Reprodução/ CNN
Caretas, confusão na fala e outros comportamentos levaram médico a dizer que Trump teria sintomas de demência

Um médico especializado em distúrbios cerebrais fez um apelo para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passe por testes que verificam doenças cerebrais degenerativas como a demência pré-senil - uma doença degenerativa que causa a degradação progressiva das células cerebrais e afeta a memória e as funções cognitivas de pessoas com mais de 60 anos.

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Para explicar sua teoria, o Dr. Ford Vox escreveu uma longa análise para o periódico científico Stat News, onde ele identifica vários momentos na presidência de Trump , que acredita mostrar indícios neurológicos.

Ele aponta momentos em que o presidente norte-americano apresentou comportamentos que ele classifica como “sintomas preocupantes” da doença: situações em que ele foi contraditório, se mostrou confuso durante entrevistas, fez caras atípicas e até se esqueceu de assinar contas em cerimônias de assinatura de faturas.

O artigo foi realizado poucos dias depois que líder da Casa Branca se embaralhou com as palavras e ficou com uma boca seca durante seu discurso histórico sobre Jerusalém, provocando uma onda de especulações sobre sua saúde - incluindo o apresentador de TV Joe Scarborough afirmando que "pessoas próximas a ele durante a campanha me disseram [Joe] que ele teve estágios iniciais de demência".

Nesta terça-feira (12), um artigo do New York Daily News revelou que Trump - que questionou se Barack Obama havia visto seu próprio certificado de nascimento - enumerou erroneamente seu próprio aniversário como 14 de julho, em vez de 14 de junho, em sua cédula para a eleição da prefeitura de Nova York no mês passado, possivelmente tornando o seu voto inválido.

Para aliviar o tumulto das perguntas dos jornalistas sobre a confusão na hora de proclamar o discurso sobre Jerusalém, a secretária de imprensa do presidente, Sarah Sanders, anunciou que o republicano será submetido a um exame físico no início do ano que vem, e as descobertas serão divulgadas ao público.

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Diagnóstico clínico

Enquanto o artigo do Dr. Vox foi aclamado e levado à serio por muitos críticos do presidente, uma parte da população questionou a capacidade do neurologista de fazer um diagnóstico de alguém que ele nunca conheceu pessoalmente.

Para se defender, Vox que é médico e jornalista em Atlanta que trabalha no Shepherd Center, compara o comportamento de Trump com os pacientes que ele avaliou. "Todos os dias da minha vida profissional eu avalio pessoas com lesões cerebrais", afirmou.

"Cabe-me tomar decisões sobre o que é normal e o que não é, o que pode melhorar e o que não vai, se os meus pacientes podem ou não funcionar, que tipo de trabalho eles podem fazer, e praticamente todo o resto", escreveu ele em seu artigo.

Enquanto ele se abstém de diagnosticar diretamente o presidente, Vox insiste que "seria prudente que o presidente passasse por exames para avaliar uma possível desordem cerebral".

Ele divide o texto em subsecções de linguagem, cognição social e memória e atenção. Linguisticamente, ele diz que Trump usa uma quantidade excessiva de "palavras de preenchimento" que indicam falta de fluência.

Os tweets e retweets do início da manhã de Trump - incluindo a publicação polêmica sobre a  Grã-Bretanha - são sinais de declínio social e comportamental, avalia Vox.

Apesar de ter sido bastante comentado pela população norte-americana, a Casa Branca não quis falar sobre o assunto.

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