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Criança com bronquiolite teve uma parada respiratória e só foi salva porque o pai sabia fazer um procedimento de primeiros-socorros; assista ao vídeo e aprenda como realizar o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar

Criança, que hoje tem quatro meses, passou pelo episódio quando tinha apenas um mês de vida
Arquivo pessoal/Charmaine Schneider
Criança, que hoje tem quatro meses, passou pelo episódio quando tinha apenas um mês de vida

Depois de ver sua filha quase morrer, uma mãe britânica resolveu alertar outros pais sobre os perigos que um “simples resfriado” pode causar em uma criança. O aviso é para que os responsáveis fiquem atentos aos sintomas, questionem os médicos caso o quadro de saúde não melhore e estejam prontos para realizar procedimentos de primeiros-socorros. “Se não fosse isso, minha Sophia não estaria aqui agora”, disse Charmaine Schneider, de 23 anos.

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A criança, que tem quatro meses de idade agora, mas passou pelo episódio no primeiro mês de vida, chegou a ficar “morta” por três minutos, quando teve uma parada cardíaca e só voltou a respirar depois de ter sido submetida a uma técnica de primeiros-socorros , conforme relata a mãe.

As complicações aconteceram por conta de uma reação brônquica inflamatória depois do bebê ter apresentado sintomas de resfriado durante vários dias.

Durante uma semana, a menina não parava de espirrar e tossir, mas, ao ser levada ao médico, foi diagnosticada com resfriado.  Os pais desconfiaram, mas resolveram seguir as recomendações médicas e compraram os medicamentos para coriza e tosse. "Poucos dias depois, os sintomas não melhoraram", contou a mãe, que disse que sabia que havia algo errado com sua filha, mas não tinha descoberto o que.

Em uma noite, após uma semana, Charmaine percebeu que a garota, que dormia em um berço ao lado de sua cama, estava fazendo ruídos estranhos, e ela decidiu pegá-la no colo.

“Fui até o berço e percebi que algo estava errado, porque os punhos dela estavam cerrados, com força, e as costas arqueadas”, lembrou. Foi então que ela chamou o marido, que dormia ao lado, e pediu ajuda.

“Ele a pegou e colocou-a em sua frente e começou a fazer movimentos nas costas dela, dizendo ‘vamos bebê, continue respirando’.” Apesar de não saber o que seu parceiro, Sam Small, estava fazendo, ela percebeu que foi isso que ressuscitou a menina.

O bebê chegou a ficar azul, como contam os pais, e por três minutos ficou sem apresentar nenhum sinal de respiração. Ao sair para chamar uma ambulância, Charmaine afirmou que viu Sam realizando os procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), e a criança voltou a respirar em pouco tempo.

Ao constatarem que a criança havia voltado à vida, os pais correram para o hospital para passar no pronto-socorro. Depois de ter sido levada à unidade hospitalar, a menina foi submetida a testes que revelaram que ela estava com bronquiolite, uma infecção respiratória comum que afeta crianças menores de dois anos.

Sophia foi mantida no hospital Queen Alexandra em Portsmouth, na Inglaterra, por cinco dias e monitorada de perto por 24 horas. Ela ficou em uma incubadora que ajudou a aumentar a temperatura do corpo, receber oxigênio e colocada sob um tubo de alimentação.

Para Charmaine, a única razão pela qual sua filha ainda está com eles é porque seu parceiro foi ágil o suficiente e capaz de realizar a RCP. Os próprios médicos chegaram a afirmar que a criança "morreu" e foi ressuscitada. Por isso, ela pede aos pais que não apenas conheçam os sinais de bronquiolite , mas também aprendam os primeiros socorros essenciais que possam salvar a vida de seus filhos.

"Eu acho que o treinamento de RCP deveria ser oferecido a qualquer pai com um recém-nascido”, declarou a mãe.

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Saiba como fazer ressuscitação cardiopulmonar

A RCP é uma técnica resumida em compressões torácicas e que pode ser útil em diversas situações de emergência além do que foi relatado no caso de Sophia. É possível usar este artifício quando a respiração e o batimento cardíaco tenha parado, como quando alguém estiver sofrendo um ataque cardíaco ou quase se afogando.

A Associação Americana do Coração orienta que pessoas que não tiverem nenhuma formação na área da saúde tentem fazer a técnica utilizando as mãos. Ou seja, fazer cerca de 100 compressões ininterruptas por minuto, até que a ajuda médica chegue.

Abaixo, segue as recomendações do Corpo de Bombeiros de São Paulo. Veja como reagir nesses casos:

Técnicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) recomendadas pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo
Corpo de Bombeiros de São Paulo
Técnicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) recomendadas pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo














Técnicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) recomendadas pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo
Corpo de Bombeiros de São Paulo
Técnicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) recomendadas pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo

















Bronquiolite

Cerca de um em cada três crianças são afetadas pelo vírus durante o primeiro ano de vida. Os sintomas iniciais são semelhantes aos de um resfriado comum, como um corrimento nasal e tosse, o que facilita a confusão. Uma vez que os sintomas aparecem, eles acabam evoluindo para febre, dificuldade de alimentação e respiração rápida.

O que pode diferenciar a bronquiolite de um resfriado comum são alguns sintomas como: tosse seca persistente, respiração rápida ou barulhenta, breves pausas na respiração, falta de apetite, vômito após a alimentação e irritabilidade.

A infecção é causada por um vírus chamado vírus sincicial respiratório (VSR), que é espalhado por pequenas gotículas de espirros ou tosse de alguém. Ao ser infectada, as vias aéreas menores no pulmão ficam inflamadas, o que reduz a quantidade de ar que pode entrar nos órgãos.

Não há medicamentos que possam matar o vírus, mas a infecção normalmente desaparece sozinha dentro de duas semanas. Ao ser diagnosticada com bronquiolite, é preciso que a criança beba bastante líquido para evitar a desidratação e é possível tomar paracetamol ou ibuprofeno para aliviar os sintomas.

Em alguns casos, mais raros, é preciso de tratamento hospitalar, portanto, se os sintomas do da criança não começarem a diminuir dentro de uma semana, é preciso consultar um médico.

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