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União de substâncias gera uma espécie de 'droga' que pode ser a principal causadora do câncer; com isso, luta contra a doença ganha novo capítulo

De acordo com pesquisa publicada nesta quinta-feira, junção de duas proteínas seria a causa de diversos tipos de câncer
shutterstock/Reprodução
De acordo com pesquisa publicada nesta quinta-feira, junção de duas proteínas seria a causa de diversos tipos de câncer

Um grupo de pesquisadores italianos que atua na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, conseguiu identificar o que seria uma espécie de 'droga' responsável por dar vida aos tumores do câncer. Esse estudo foi publicado nesta quinta-feira (4) pela revista Nature .

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Tal substância, de acordo com os cientistas, alimenta os 'motores' dos tumores do câncer , dando vida a eles. Segundo o estudo, essa droga é gerada a partir da fusão de duas proteínas chamadas FGFR 3 e TACC 3. 

As pesquisas puderam concluir que ambas as proteínas, quando em conjunto, aceleram a produção de energia do tumor, fazendo-o aparecer em humanos. 

"Agora sabemos que este gene de fusão é um dos mais comum em todas as formas de câncer", explicou Antonio Iavarone, líder da pesquisa.

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Ainda de acordo com o cientista, a nova descoberta possibilita a exploração de "novos objetivos terapêuticos para um tratamento mais eficaz do câncer". Afinal, destruindo tal substância, é possível que o tumor pare de ser alimentado e, assim, deixe de crescer. Em uma visão mais positiva, é imaginado ainda que tal descoberta colabore na cura da doença.

Presença da droga em tumor cerebral

De acordo com a publicação da revista Nature , os pesquisadores notaram a presença dessas proteínas que alimentam os tumores no glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo de todos.

O grupo de cientistas suspeita ainda que essas mesmas proteínas , quando combinadas, também agem em tumores desenvolvidos nas mamas, no útero, no pescoço e em outras diversas partes do corpo humano.

Os primeiros indícios da existência destas proteínas tiveram início em 2012, quando o mesmo grupo de pesquisadores percebeu que a junção da FGFR 3 e TACC 3 era a causa de 3% dos casos de glioblastoma.

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Hoje, o grupo de pesquisadores vai apurar se há alguma maneira de evitar a evolução do câncer a partir do ataque direto a tais substâncias ou à união delas. 

* Com informações da Agência Ansa.

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