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Casos da doença triplicaram desde a última semana, segundo o Ministério da Saúde; registro de mortes também aumentou de quatro para 20 em seis dias

Desde o início de 2018 já foram registrados 35 casos de febre amarela, sendo que 20 evoluíram para óbito
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Desde o início de 2018 já foram registrados 35 casos de febre amarela, sendo que 20 evoluíram para óbito

Desde julho do ano passado a 14 de janeiro deste ano o Ministério da Saúde já registrou 35 casos de contaminação por febre amarela em todo o país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pelo ministro interino da saúde, Antônio Carlos Nardi.

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Só na última semana, o número de casos de febre amarela mais do que triplicou. Isso porque, segundo o último boletim epidemiológico, atualizado no dia 8 deste mês, eram apenas 11 registros confirmados em todo o Brasil.

Em relação às mortes, a quantidade chegou a ficar cinco vezes maior em uma semana. No dia 8 eram apenas quatro vítimas fatais, e agora já foram registrados 20 óbitos relacionados à doença.

O governo ressalta que todos os incidentes ocorreram em matas, não havendo notificação até agora em áreas urbanas. Entre julho de 2016 e janeiro de 2017, houve 271 casos e 99 mortes, em um período marcado por um surto da doença.

O número de casos confirmados ainda pode aumentar, pois há 145 episódios em investigação por equipes de secretarias de Saúde. Entre julho de 2017 e janeiro deste ano foram notificados 470 casos suspeitos. Deste total, 290 já foram descartados.

Questionados na entrevista coletiva, os representantes do Ministério da Saúde evitaram falar em “surto”, mas classificaram o fenômeno  de um “aumento de incidência da doença”.

A situação é mais grave nos estados de São Paulo (20 casos e 11 mortes), Minas Gerais (11 casos e 7 mortes), Rio de Janeiro (3 casos e 1 morte) e DF (1 caso e 1 morte). Em razão do aumento dos casos, a Organização Mundial da Saúde classificou hoje o conjunto do estado de São Paulo de área de risco e recomendou a viajantes internacionais tomar vacina específica e se imunizar contra o vírus.

Vacinação

O Ministério da Saúde informou que vai disponibilizar aos estados lotes de vacina para campanhas junto à população. Qualquer pessoa pode se imunizar, à exceção dos que estão em situações de contraindicação, como pacientes com câncer, indivíduos com imunossupressão e pessoas com hipersensibilidade à proteína do ovo.

A vacina começa a fazer efeito em 10 dias. Quem pretende se dirigir às áreas consideradas de risco deve se vacinar dentro deste prazo para não contrair a doença.

Em São Paulo, depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmar que o estado é considerado área de risco para a doença , a campanha será antecipada para o dia 29 e vai abranger 54 cidades e buscar atender 8,3 milhões de pessoas.

No Rio de janeiro, a previsão é que as ações de vacinação sejam realizadas em 15 municípios, com meta de chegar a 10 milhões de pessoas. Já na Bahia, onde também há preocupação com a ocorrência da doença, a campanha focará oito cidades e buscará aplicar o medicamento a 3,3 milhões.

Essas ações serão feitas com vacinas fracionadas. Nesse caso, a imunização envolve a aplicação de uma parte da dose. Segundo o Ministério da Saúde, o efeito dura oito anos. “Nós temos estoque para atender à necessidade da população brasileira. Hoje temos seringas suficientes para vacinar fracionadamente 20 milhões de pessoas e demandamos à Organização Pan-Americana da Saúde mais 20 milhões de doses na semana passada”, informou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi, que substitui o ministro Ricardo Barros, em viagem ao Haiti.

As doses fracionadas não são indicadas para alguns pessoas, como crianças na faixa de 9 meses a 2 anos, pacientes com câncer ou HIV/aids em fim de tratamento e mulheres grávidas. A  vacina fracionada  também não deve ser tomada pelos que pretendem viajar para o exterior, pois órgãos de saúde de outros países exigem a dose padrão.

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