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Estima-se de 35% da população brasileira poderá ter varizes na fase adulta, de acordo com a avaliação do presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa

Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão
Reprodução/Facebook
Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão

Com o aumento das temperaturas no verão, sobe também o risco de doenças vasculares, ou venosas nos membros inferiores. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ), nesse período as chances de condições desse tipo – normalmente associadas a varizes - surgirem é de 20% a 30% maior.

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“O calor provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos, com uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores”, explica o presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa. De acordo com ele, pessoas com doenças vasculares prévias tendem a piorar no verão, enquanto as demais podem sentir edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, câimbra, ressecamento da pele e coceira, “tudo provocado pelo calor”.

Desidratação

Nesse período, a secreção de suor é maior e isso pode ser associado à desidratação. Outro indicativo que pode agravar os sintomas vasculares é o fato de muitas pessoas desregulam sua alimentação durante as férias de verão, ampliando o consumo de sal e de bebidas alcoólicas.

Para Caiafa, a população brasileira é propensa a ter varizes . A estimativa é que isso ocorra em 35% da população, envolvendo todas as faixas etárias. Avaliando apenas a população adulta, o percentual pode chegar até 70% de mulheres e a 50% de homens.

Para evitar o agravamento dos sintomas no verão, o ideal é que as pessoas com doença vascular procurem um angiologista ou cirurgião para um tratamento anterior à chegada da estação, a fim de, pelo menos, receber orientação.

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Além do fator prévio da doença, existem agravantes, como a permanência em longos períodos com as pernas para baixo, em posição sentada ou em pé. Outros agravantes são excesso de peso e falta de exercício.

Evolução

A correção será justamente fazer atividade física, perder peso, evitar permanência sentado ou em pé, alternar essa movimentação, movimentos com as pernas, levantar e andar durante o trabalho, restringir o uso de sal e de bebida alcoólica, aumentar a hidratação, alternar posições de elevação das pernas e, em alguns casos, com indicação médica, usar meia elástica de compressão para ajudar a circulação, sugeriu o especialista. Hidratar a pele também foi recomendado.

Entre os principais sintomas, a evolução da doença apresenta inchaço das pernas, que pode provocar pequenas fissuras na pele, facilitando infecções como a erisipela. A complicação mais temida é a formação de coágulos nas veias, a chamada trombose.

Breno Caiafa destacou que a hidratação nessa época do ano é fundamental, junto com a reposição de sais minerais. As pessoas devem beber de dois a três litros de água por dia. Se forem consumir cerveja, devem alternar a ingestão de água. Para recuperar sais minerais perdidos, podem beber sucos de frutas, isotônicos ou água de coco.

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