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Município é onde está concentrada a maior parte dos casos de morte pela doença no estado; último boletim epidemiológico afirma que desde julho de 2017 mais de 350 pessoas tiveram febre amarela, sendo que 98 foram à óbito

Até o momento, 16 pessoas tiveram febre amarela em Valença, município do Rio de Janeiro
Emílio Goeldi / DIVULGAÇÃO
Até o momento, 16 pessoas tiveram febre amarela em Valença, município do Rio de Janeiro

O número de mortes por febre amarela no município de Valença, no estado do Rio de Janeiro, sobe para seis. Na última quarta-feira (7), a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou que desde o início do ano a cidade já registrou seis casos de óbitos pela doença, sendo o município com maior quantidade de mortes por febre amarela. Até o momento, 16 pessoas foram infectadas.

Entre os estados brasileiros com maior número de mortes por febre amarela está Minas Gerais em primeiro lugar, território que faz divisa com Valença. No Rio, o segundo município fluminense que mais preocupa é Teresópolis, localizado na região serrana, onde houve sete infecções, quatro das quais evoluíram para óbito.

Em todo o estado do Rio de Janeiro são 50 casos da doença, dos quais 23 resultaram em morte. Os demais municípios que tiveram registro de óbito pela febre amarela são: Nova Friburgo (3), Rio das Flores (2), Sumidouro (2), Cantagalo (2), Miguel Pereira (1), Paraíba do Sul (1), Carmo (1) e Angra dos Reis (1).

Além das cidades mencionadas, pessoas foram diagnosticadas com a doença em Petrópolis, Duas Barras, Vassouras, Paty do Alferes e Maricá, mas sem mortes.

Boletim epidemiológico

O Brasil contabilizou 353  casos de febre amarela no período entre o início de julho de 2017 e os primeiros dias desta semana . De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Ministério da Saúde, 98 pessoas morreram em todo o País por conta da doença nos últimos sete meses. Os números são inferiores aos registrados no período anterior, entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, quando foram constatados 509 casos e 159 mortes em decorrência da doença. 

Segundo o novo relatório, as autoridades de saúde foram notificadas de 1.286 casos de febre amarela suspeitos nos últimos sete meses, sendo que 510 foram descartados e 423 ainda estão sob investigação.

Transmissão

Causada por um vírus da família Flaviviridae , a febre amarela atinge humanos e macacos. No meio rural e silvestre, a doença é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes . Em áreas urbanas, o vetor é o Aedes aegypti , o mesmo da dengue, zika e chikungunya.

No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. A principal medida de combate à doença é a vacinação, que é ofertada gratuitamente à população através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais uma vez, a SES-RJ esclareceu à população que os macacos não transmitem a febre amarela. De acordo com o órgão, os animais atuam na verdade como aliados que ajudam a mapear a doença e, na ausência deles, os humanos se tornam o alvo prioritário dos mosquitos.

Até o momento, cinco macacos encontrados mortos no estado tiveram diagnóstico confirmado para febre amarela. As ocorrências se dividem em cinco cidades: Niterói, Barra Mansa, Valença, Miguel Pereira e Angra dos Reis. Nesta última, um animal foi encontrado em Ilha Grande, que pertence ao município.

*Com informação da Agência Brasil

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