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Secretaria Municipal da Saúde informou que vai dar mais uma semana para os paulistanos buscarem os postos e se imunizarem contra a doença

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo decidiu prorrogar por mais uma semana a campanha de vacinação contra a febre amarela na capital. Ela seria encerrada neste fim de semana, após o términdo do "Dia D", que ocorreu neste sábado (17), mas vai continuar até dia 24. 

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Campanha de vacinação contra febre amarela na UBS Gleba do Pêssego, em Itaquera, Zona Leste da cidade
Rovena Rosa/Agência Brasil 25.01.2018
Campanha de vacinação contra febre amarela na UBS Gleba do Pêssego, em Itaquera, Zona Leste da cidade

O governo do estado de São Paulo, no entanto, ainda não definiu se a medida será estendida aos demais municípios. A meta da campanha de vacinação contra a febre amarela era imunizar 9,2 milhões em 54 cidades, no entanto, o comparecimento estava abaixo do esperado até o último dia 16, com um total de apenas 3.073.338 de pessoas imunizadas.

Capital paulista

Neste sábado, a campanha na cidade de São Paulo mobilizou 12 mil profissionais com atendimento realizado em 900 postos fixos e 150 volantes. Segundo a secretaria municipal, foram aplicadas 47.374 doses, das quais 2.242 doses do tipo padrão e 45.132 fracionadas.

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Desde o início da segunda etapa da campanha, iniciada em 25 de janeiro, 1.564.084 pessoas foram vacinadas com atenção especial em 20 distritos das zonas Sul, Sudeste e Leste, entre eles  Campo Grande, Campo Belo e Santo Amaro.

A vacina não é indicada para grávidas residentes em locais sem recomendação para a imunização e nem para os casos de mulheres amamentando crianças com até seis meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo lúpus e artrite reumatoide). A secretaria estadual da saúde recomenda, nesses casos, consultar o médico.

Áreas de riscos

Mais da metade dos casos registrados desde o ano passado (53,19%) foram no município de Mairiporã, ao norte da Grande São Paulo, e na vizinha Atibaia (16,8%). Juntas, elas tiveram dois terços dos casos de febre amarela silvestre no estado, e por isso, já estavam em processo de vacinação desde o ano passado.

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Ainda de acordo com a secretaria estadual, de 2017 até o momento ocorreram 202 casos autóctones de febre amarela silvestre no estado, dos quais 76 deles evoluíram para morte. Entre as vítimas estão um morador de Minas Gerais e outro de Santa Catarina, ambos infectados em Mairiporã.

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