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Moradoras da região gravaram vídeos de idoso e criticaram atendimento oferecido pela UPA; homem não quis fazer boletim de ocorrência; assista

Idoso de 61 anos foi engessado por cima da roupa em UPA de Minas Gerais, no bairro Pompeia
Reprodução/Facebook
Idoso de 61 anos foi engessado por cima da roupa em UPA de Minas Gerais, no bairro Pompeia

Ao ser atendido na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Belo Horizonte, um senhor de 61 anos saiu do hospital com o braço e parte do tronco engessados por cima da roupa que usava. A situação foi gravada por mais de uma pessoa, e os vídeos estão circulando e causando revolta nas redes sociais.

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Na gravação, uma das mulheres que fez uma das filmagens critica o atendimento dado ao senhor engessado , morador da Vila São Rafael: “Essa pessoa está sentindo dor. Me explica como será que ele vai tomar um banho todo enfaixado em cima da roupa? Ou ele não precisa de um banho? Ou ele não precisa de um cuidado especial?”. Assista aos dois vídeos gravados por pessoas diferentes:


O homem foi atendido na UPA Leste, no bairro Pompeia. Ele havia sido submetido a um exame de raio X e foi encaminhado ao procedimento de imobilização, que seria temporário. Agora o gesso antigo foi removido e substituído por outro tipo.

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Guarda Municipal acionada

Agentes da Guarda Municipal que faziam o patrulhamento no bairro Pompeia na tarde desta quinta-feira (26) foram chamados pela população indignada com o ocorrido. No entanto, o idoso dispensou a ajuda, pois se disse satisfeito com o procedimento e não quis fazer registro de boletim de ocorrência.

“A princípio, foi apurado pela SMSA [Secretaria Municipal de Saúde], que foi feito um procedimento de imobilização temporária para atendimento de paciente com indicação cirúrgica”, disse a Guarda Municipal em nota.

Além disso, o órgão afirmou que o paciente já foi submetido a outro exame de raio X e já conta com outro tipo de imobilização. “No momento, ele está sendo transferido para um hospital onde será operado”, afirmou.

Sobre o fato de ter engessado o paciente por cima da roupa, o órgão afirmou estar investigando o caso e já abriu um processo administrativo.

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