Tamanho do texto

Saiba quem faz parte do grupo prioritário e tem direito à imunização no SUS e veja quais sintomas devem ser observados quando há suspeita da doença

Ministério da Saúde pretende vacinar mais de 54 milhões de brasileiros contra a influenza durante a campanha que vai até junho
Rovena Rosa/Agência Brasil
Ministério da Saúde pretende vacinar mais de 54 milhões de brasileiros contra a influenza durante a campanha que vai até junho

Quem ainda não teve tempo de passar no posto de saúde para receber a vacina da gripe pode aproveitar o sábado (12) para se imunizar em um dos mais de 65 mil postos de saúde abertos. Hoje é realizado o "Dia D" de mobilização contra a influenza, e todos os postos do País irão funcionar para o atendimento da população, sendo 37 mil postos de saúde de rotina e 28 mil unidades volantes. 

Leia também: Sobe 30% o número de atendimentos por doenças respiratórias em São Paulo

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina contra gripe para idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação . Já os pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do SUS devem procurar os postos em que estão registrados para receber a dose, sem necessidade de prescrição médica.

A campanha começou no dia 23 de abril e vai até 1º de junho. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. Durante a campanha, serão distribuídas cerca de 60 milhões de doses que, este ano, protegem contra três vírus do tipo influenza, incluindo o H1N1 e o H3N2.

São Paulo

Somente no estado de São Paulo, 2 milhões de pessoas já foram vacinadas contra gripe
Rovena Rosa/Agência Brasil
Somente no estado de São Paulo, 2 milhões de pessoas já foram vacinadas contra gripe

Conforme preconiza o Ministério da Saúde, somente casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independentemente do tipo, são de notificação obrigatória no Brasil. Dessa forma, em 2018, até o momento, foram notificados 146 casos de SRAG no estado de São Paulo atribuíveis ao vírus Influenza, causador de gripes, e 25 óbitos. Desse total, foram relacionados ao vírus A (H3N2) 19 casos e 3 óbitos.

Em 2017, foram 1.021 casos e 200 óbitos, cerca de metade relacionados ao H3N2 – 562 casos e 99 mortes. Segundo recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), a vacina da campanha de 2018 irá prevenir a população alvo contra o vírus Influenza dos tipos A (H1N1), A (H3N2) e B.

Leia também: Funciona mesmo? Dói? Quem pode tomar? Tire suas dúvidas sobre a vacina da gripe

Mutirão de conscientização

O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo realiza um mutirão de conscientização contra a gripe para pacientes e funcionários nesta sexta-feira (11) para abordar formas simples e cotidianas de prevenção, além de estimular a população a se vacinar.

A ideia é informar os 2 mil pacientes que passam pela unidade diariamente e os 1.400 colaboradores sobre atitudes que reduzem o risco de transmitir o vírus respiratório, a importância da vacinação e a chamada “etiqueta da tosse”, que visa à prevenção da doença.

Segundo o hospital, as principais regras da “etiqueta da tosse” são: lavar bem as mãos com água e sabão, usar álcool gel para higienização, manter ambientes ventilados e evitar o contato com pessoas gripadas ou resfriadas.

Apesar de ter a circulação do vírus durante o ano todo, a doença é mais frequente no outono e inverno, quando as temperaturas caem. Ela pode aparecer de duas formas: Síndrome Gripal, que é mais frequente, ou SRAG, um quadro com sinais e sintomas de maior gravidade e que leva à internação.

Quando devo me preocupar?

  • Caso apresente esses sintomas, procure uma unidade de saúde: febre de início súbito, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações.
  • Síndrome Gripal: Além dos sintomas acima, as crianças com menos de 2 anos de idade também podem apresentar tosse, coriza e obstrução nasal. Os sintomas costumam melhorar em uma semana. A febre (temperatura maior que 37,8°C) diminui de 2 a 3 dias do início da doença. A tosse, a fadiga e o mal-estar podem persistir por algumas semanas.
  • Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): Apresenta os mesmos sintomas da Síndrome Gripal, além de falta de ar e sinais de desconforto respiratório. Ela também pode ser caracterizada pela queda do oxigênio no sangue e da pressão arterial.

*Com informações da Agência Brasil

Leia também: Fake news: não existe vírus da gripe H2N3 circulando no Brasil, diz ministério

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.