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Divulgação
O novo coronavírus entra no corpo humano pelas "spikes" (em vermelho na imagem) que neutralizam proteína da célula humana

Especialistas estimam que a vacina para o novo coronavírus (Sars-Cov-2), causador da Covid 19, ficará pronta em até 18 meses. Enquanto a pandemia se alastra com velocidade, pode parecer uma eternidade; mas considerando o tempo médio para se criar uma vacina, cientistas garantem que essa estimativa é um “piscar de olhos”. Por conta disso, a corrida por uma cura alternativa está acirrada.

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Pesquisadores da Universidade de Columbia, no Canadá, estão estudando o uso de um novo medicamento experimental que seria capaz de bloquear a “porta de entrada” do novo coronavírus no corpo humano. A novidade foi publicada na revista científica Cell.

Foi descoberto que a proteína ACE2 é a principal entrada do novo coronavírus em nosso corpo. O vírus se aproxima das células, utilizando os “spikes” (os espinhos de proteína que cercam seu núcleo) para invadi-las. Estes mesmos “spikes” já foram mapeados por pesquisadores, abrindo caminho mais veloz para o desenvolvimento de vacinas futuras.

“O novo estudo revela evidências diretas de que um medicamento chamado APN01, que será encaminhado para testes em empresas de biotecnologia na Europa, será útil como terapia antiviral contra a Covid-19 .”, afirma Art Slutsky, pesquisador envolvido no projeto.

Os cientistas canadenses estão otimistas sobre o novo medicamento. De acordo com o relatório publicado na Cell, o novo medicamento se mostrou muito eficaz contra o Sars-CoV-2.

Desenvolvimento de vacinas

Na segunda semana de fevereiro, quando a Covid-19 ainda não havia sido declarada como uma pandemia, pesquisadores em todo o mundo começaram a mapear o vírus. Um grupo conseguiu obter a estrutura molecular dos “espinhos de proteína” que o Sars-CoV-2 usa para entrar nas células. 

 “Essa proteína é a chave que o coronavírus utiliza para invadir o corpo humano. Com seu mapeamento, temos mais evidências sobre como neutralizá-lo”, afirma Jason McLellan, autor sênior do estudo publicado por biocientistas da Universidade de Austin, no Texas (EUA).

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