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Cloroquina e hidroxicloroquina ainda não possuem base científica no combate ao coronavírus

BRASÍLIA- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) analisa dois pedidos de empresas farmacêuticas para incluir na bula de seus medicamentos à base de hidroxicloroquina a recomendação para o tratamento da covid-19.

Para a inclusão de uma nova indicação aos medicamentos é necessário que haja estudos clínicos com número representativo de participantes demonstrando a segurança e a eficácia do produto no tratamento da doença. Devido a isso, o órgão afirma que não há prazo para que a análise dos pedidos seja concluída.

A elaboração de um decreto do governo para permitir que profissionais da saúde (médicos e enfermeiros) e pacientes infectados com Covid-19 e que estejam em estado grave possam fazer uso do medicamento tem gerado atritos entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que se opõe à medida.

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Na terça-feira, o ministro afirmou que médicos podem prescrever o medicamento se assumirem os riscos. Segundo ele, o ministério não tomará medidas contra os profissionais que utilizarem o medicamento no tratamento de pacientes nos estágios iniciais da doença causada pelo novo coronavírus.

Em meio à queda de braço, questionou-se o papel da Anvisa no processo, uma vez que o atual diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, é próximo de Bolsonaro.

No entanto, como o protocolo clínico em relação à recomendação de um medicamento para uso na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) cabe ao Ministério da Saúde, a única influência da Anvisa em relação à indicação da hidroxicloroquina acontece no âmbito da solicitação das empresas para incluir na bula de medicamentos que levam a substância a indicação para tratamento de covid-19.

No final de março, a agência autorizou a realização de pesquisas com hidroxicloroquina para o tratamento de covid-19 . Os estudos estão sendo conduzidos pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

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