coronavírus
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Conhecido há apenas cinco meses, cientistas ainda tentam entender o comportamento do coronavírus

O novo coronavírus pode aparecer no sêmen humano mesmo depois que o paciente está recuperado, aumentando as evidências de que o Sars-CoV-2 pode ser sexualmente transmissível. O estudo foi divulgado por um laboratório chinês em Shangqiu, na última quinta-feira (7).

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A equipe chinesa testou 38 pacientes durante o pico da epidemia no país, entre janeiro e fevereiro.  Cerca de 16% dos pacientes tiveram confirmação de coronavírus no sêmen; alguns durante o período mais intenso da doença, outros no estágio de recuperação. Os pesquisadores ainda não sabem se alguém pode se contaminar dessa forma. 

“Encontramos o Sars-CoV-2 no sêmen de alguns pacientes. Ainda que o vírus não possa se multiplicar no sistema reprodutivo masculino, ele pode persistir”, afirma o Dr. Diangeng Li, um dos autores do estudo. 

A descoberta não chega a ser uma surpresa, uma vez que muitos vírus acabam aparecendo no sistema reprodutor masculino. É o caso de doenças como Ebola e Zika, que podem aparecer no sêmen após vários meses.

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