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Ainda não há certeza sobre possíveis sequelas deixadas pela Covid-19 em pacientes graves

A preocupação com as possíveis sequelas deixadas pela Covid-19, especialmente nos casos graves, é o principal motivo para o acompanhamento constante de pacientes que recebem alta da doença. De acordo com o coordenador do Centro de Contingência do Covid-19 em São Paulo, o estado busca monitorar e catalogar os pacientes por um período de um ano após a alta.

"Nossa linha de cuidados acompanha os pacientes desde os primeiros sintomas , em casa, passando pela UTI até o acompanhando pós-alta. Nós temos uma plataforma de dados que observa os tecidos, órgãos e recuperação geral dos pacientes", afirma o coordenador.

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O monitoramento, afirma o Centro, é fundamental para entender a doença em sua complexidade. Apesar do avanço nas pesquisas, porém, os profissionais reconhecem que ainda não é possível reunir informações confirmadas sobre a frequência das sequelas.

"Nós estamos escrevendo a história do Brasil. Estamos acompanhando agora esses pacientes graves que saíram das unidades. Eu achoque essa resposta nós teremos nos próximos meses, aí sim saberemos quantos saíram da UTI mas infelizmente ficaram com sequelas ", explicou médico infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas , em coletiva de imprensa.

Ainda segundo o infectologista, "a preocupação maior é com os pacientes graves e críticos, que tem uma série de inflações que mexem com vários órgãos: rins, pulmões, cérebro... esse paciente passa por algumas alterações muito semelhantes ao que acontece naquelas inflamaçoes graves, como por exemplo com a sepse", diz. Até o momento - explica Jean - a principal complicação em pacientes recuperados da Covid-19 está relacionada às tromboses nos pulmões ou rins.

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