covid
Pixabay/Pexels
OMS busca medicamentos para frear pandemia

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) deve obter em breve resultados de ensaios clínicos que está conduzindo com medicamentos que podem ser eficazes no tratamento de pacientes com Covid-19, disse nesta sexta-feira seu diretor geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.

- Quase 5.500 pacientes em 39 países foram recrutados até agora para o estudo Solidariedade", disse ele em entrevista coletiva, referindo-se a estudos clínicos que a agência das Nações Unidas está conduzindo.

- Esperamos resultados intermediários nas próximas duas semanas.

O Estudo de Solidariedade começou em cinco vertentes, analisando possíveis abordagens de tratamento para a Covid-19. No início deste mês, a organização afirmou que havia interrompido o teste de hidroxicloroquina, depois que estudos indicaram que não a droga mostrou benefício para quem tem a doença, mas ainda é necessário mais trabalho para verificar se pode ser eficaz como medicamento preventivo.

Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, disse que seria imprudente prever quando uma vacina poderia estar pronta contra a Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus que matou mais de meio milhão de pessoas.

Embora um candidato a vacina possa mostrar sua eficácia até o final do ano, a questão era quanto tempo poderia ser produzido em massa, disse ele à associação de jornalistas da ONU ACANU em Genebra.

Atualmente, não existe vacina comprovada contra a doença, enquanto 18 possíveis candidatos estão sendo testados em seres humanos. Uma delas, desenvolvida pela Universidade de Oxford, está sendo testada aqui no Brasil.

As autoridades da OMS defenderam sua resposta ao vírus que surgiu na China no ano passado, dizendo que foram impulsionados pela ciência à medida que ela se desenvolveu. Ryan disse que lamentava que as cadeias globais de suprimentos tivessem quebrado, privando a equipe médica de equipamentos de proteção.

- Lamento que não houvesse acesso justo e acessível às ferramentas Covid e que alguns países tenham mais do que outros e lamento que os trabalhadores da linha de frente tenham morrido por causa disso.

Ele ainda instou os países a identificar novos grupos de casos, rastrear pessoas infectadas e isolá-las para ajudar a quebrar a cadeia de transmissão.

    Veja Também

      Mostrar mais