Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 10% da população brasileira é de pessoas ansiosas
shutterstock
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 10% da população brasileira é de pessoas ansiosas

Em julho muitos estados, como São Paulo, completaram 100 dias sob regime de quarentena , e, ao que parece, além de manter as pessoas em casa, a medida tem afetado o quadro psicológico da população.

De acordo com uma pesquisa da Uerj, que foi divulgada pelo periódico científico  The Lancet , durante a pandemia de Covid-19 os casos de ansiedade e estresse mais que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90%.

O percentual de pessoas que relataram sintomas de estresse agudo na primeira etapa da coleta de dados (entre 20 e 25 de março) foi de 6,9% para 9,7% na segunda rodada (de 15 a 20 de abril). Entre os casos de depressão, o salto foi de 4,2% para 8%. A crise aguda de ansiedade pulou de 8,7% para 14,9%.

Pensando nisso, o iG Saúde  conversou com o psicólogo e escritor Alexander Bez, especialista em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia (UCLA), para listar algumas dicas de como não "pirar" na quarentena. 

  • Entenda de onde vem o problema
O estresse é prejudicial à saúde do corpo e da mente%2C e um de seus atributos é ajudar a ganhar peso
shutterstock
O estresse é prejudicial à saúde do corpo e da mente, e um de seus atributos é ajudar a ganhar peso

O Dr. Alexander explica que a ansiedade não é desencadeade por um componente orgânico ou neurológico e que, por isso, é preciso entender as origens do problema.

"A ansiedade é sempre relacionada ao futuro, especialmente a psicológica. Entender de onde está vindo o problema, ou a angústia, é um passo importante para estabelecer quais serão as vias de tratamento mais adequadas", afirma. 

  • Preencha seu tempo
Fazer abdominais é o suficiente para ter tanquinho%3F Profissional revela cinco mitos do mundo fitness
shutterstock
Adote uma atividade para ocupar seutempo

A dica de ouro do psicólogo é trabalhar com os elementos da “criatividade, motivação, inspiração e inovação" dentro de casa. 

"Devemos nos esquivar da monotonia tanto quanto do sedentarismo. Aprender um idioma, ler livros, malhar, praticar meditação, cozinhar e até dançar são exemplos de ações que não exigem muito esforço, para aqueles que tem condições, mas podem ocasionar produções diárias muito positivas", explica. 

"Aproveitar o momento para fazer coisas que gosta e que, provavelmente, antes não conseguiria fazer é uma boa alternativa. Pense nas possibilidades que o tempo livre pode proporcionar... nunca teve tempo de aprender violão (por exemplo)? Essa pode ser sua oportunidade."

  • Busque mudanças positiva
casa
shutterstock
meditar, casa

Fazer adaptações é importante para passar por esse momento de anseio causado pelo vírus. "Tente fazer mudanças para supressão do tédio, desespero e falta de esperança. Ser combativo nessa época é uma boa escolha. Atividades físicas e movimentações corporais ajudam muito a combater a ansiedade, gastar energia alivia sentimentos ruins e provoca a sensação de prazer e bem-estar, além de melhorar a qualidade de vida."

  • Separe tempo para o entretenimento
mulher no celular
shutterstock
mulher no celular

"Uma boa dica para o momento em que estamos vivendo é escolher influenciadores e personalidades da mídia para acompanhar nas redes sociais. É claro, com muita responsabilidade para não passar horas demais nas redes, e buscar pessoas que possam te inspirar, motivar e agregar."

Outra dica de Bez é fugir de perfis "que tragam angústia, estresse e sentimentos ruins".

  • O sono tem sua importância
Dormir é essencial para produzir hormônios que ajudam na ansiedade
shutterstock
Dormir é essencial para produzir hormônios que ajudam na ansiedade

Dormir bem é de extrema importância para manter-se ativo. "Uma boa noite de sono ajuda muito psicologicamente e fisicamente. Noites mal dormidas reduzem a produção de substâncias relacionadas ao bem-estar e aumentam a produção de hormônios relacionado ao estresse e à  ansiedade ", explica Alexander. 

Vale ressaltar que, um levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde ( OMS ) em 2019, aponta que cerca de 10% da população - quase 18,6 milhões de brasileiros - é formada por pessoas que sofrem de ansiedade . No ano em que a pesquisa foi divulgada, o Brasil liderou o ranking, ganhando o título de "País mais ansioso do mundo".

    Veja Também

      Mostrar mais