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Sandro Pereira/Fotoarena/Agência O Globo
Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus

Entre os países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus (Sars-coV-2), o Brasil bateu um novo recorde negativo e alcançou a marca de 133.620 óbitos em julho, de acordo com dados da Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais).

Uma em cada cinco destas mortes foram causadas devido à Covid-19 . Os registros de óbitos realizados pelos cartórios do Brasil durante o mês passado tiveram uma alta de 11,5% em relação a julho de 2019, quando foram computados 119.837 falecimentos. 

O professor da UnB (Universidade de Brasília) e integrante do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário de Brasília, Ricardo Martins, explica que o número mais alto de mortes nos meses de julho ocorre pela maior circulação de vírus respiratórios no país.

"São as doenças do inverno, aqueles quadros de gripe, de problemas por causas respiratórias. Isso começa por abril e chega a julho no pico. E já está bem demonstrado que problemas cardiovasculares são afetados por doenças virais respiratórias. Então acredito que esse aumento dessas doenças faça com que esse número fique ainda mais significativo nos meses de julho", disse ele.

Antes de julho, o país já havia registrado em 2020 uma sequência de recordes de mortes nos meses de maio e junho, que agora foram superados pelo resultado do mês passado. Em julho, 119.990 óbitos (ou 89% do total) ocorreram por causas naturais. Entre essas mortes, praticamente a metade, 58.023, foram causadas por doenças respiratórias, o que inclui a Covid-19 . Com informações do Uol .

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