Leitos de UTI para tratamento contra o novo coronavírus em Guanhães%2C no Vale do Rio Doce (MG)
Gil Leonardi / Imprensa MG
Leitos de UTI para tratamento contra o novo coronavírus em Guanhães, no Vale do Rio Doce (MG)

O desnível entre o total de casos e mortes de pessoas que apresentaram síndrome respiratório aguda grave (SRAG) neste ano em relação ao registrado nos anos anteriores pode indicar que a subnotificação da Covid-19 em Minas Gerais é maior do que se imagina. 

Segundo dados do sistema InfoGripe do Ministério da Saúde , a média dos últimos dois anos foi de 2.698 pacientes com SRAG de janeiro a 8 de agosto. Neste ano, em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o número saltou para 42.452, um volume 1.473% superior à média de 2018 e 2019.

A discrepância também é enorme no total de mortes. Na média dos dois últimos anos, houve 396 óbitos de pacientes que tiveram a síndrome no período. Neste, 7.484. Um salto de 1.789%.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) não relaciona a Covid-19 ao aumento de SRAG e afirma fazer exames suficientes, em 90% dos casos de pacientes internados, enquanto a Sociedade Mineira de Infectologia observa provável congruência de pacientes. Esta matéria contém informações do site O Estado de Minas .

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