Leitos para pessoas com Covid-19
Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro
Leitos para pessoas com Covid-19

A rede privada de saúde calcula uma queda de 20% no faturamento para este ano, o declínio é motivado pelo cancelamento de cirurgias devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-coV-2). No total, 46,7 milhões de brasileiros são beneficiários de planos de saúde.

“Todos os pacientes que tinham as cirurgias de não emergência adiaram, mesmo os que não poderiam”, diz Francisco Balestrin, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP), que representa 55 mil serviços privados de saúde no Estado.

O presidente do sindicato aponta que a rede suplementar também precisou lidar com a escassez dos anestésicos, essenciais para o tratamento dos casos graves da Covid-19 , e o encarecimento de insumos, já que só os equipamentos de proteção individual (EPIs) aumentaram cerca de 400% do seu valor habitual.

A ocupação dos leitos, que em sua maioria, continua voltada para as vítimas da pandemia, também caiu da taxa de ocupação média de 80% para até 30%. “Estamos precisando reconectar o paciente crônico aos seus médicos, hospitais e clínicas, porque as pessoas ainda não estão suficientemente prontas (para voltarem)”, aponta Balestrin.

Victor Dourado, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, do sindicato paulista dos médicos, aponta ainda a precarização de trabalho para os profissionais da saúde durante a pandemia. No sistema público, grande parte abandonou suas atividades e foi remanejada para o enfrentamento à Covid.

Na rede suplementar, muitos mantinham contratos como pessoas jurídicas (PJ) e dependiam da demanda por cirurgias para garantirem o salário. “Muitos não aparecem nas notificações de óbitos ou casos, e outros foram afastados sem remuneração nenhuma à medida em que caíram as cirurgias", declarou. Esta matéria contém informações do jornal Estadão .  

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