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Opções de tratamento: pesquisadores buscam alternativas para evitar "escassez global"

A busca por um tratamento que auxilie no  combate à pandemia da Covid-19 tem levado pesquisadores e cientistas a diversos campos da medicina. Entre os muitos estudos de medicamentos que possam ser capazes de amenizar os sintomas ou até prevenir a doença, os corticoides despontam com uma alternativa de baixo custo, acessível até mesmo para os países mais pobres e que já teve sua "eficácia comprovada" para casos graves.

"Tal eficácia representa uma virada espetacular por vários motivos. É o primeiro tratamento que demonstra ter efeito benéfico na sobrevida, com grau de certeza muito elevado, que se mostra benéfico não só para os pacientes graves, mas também para os que estão em prevenção de agravamento, que não trouxe elementos preocupantes sobre complicações e que, talvez a melhor notícia, não é caro. É um tratamento que pode salvar vidas em países pobres e ricos", afirma  Djillali Annane, chefe do serviço de terapia intensiva e reanimação do hospital Raymond Poincaré de Garches, em entrevista à agência AFP.

Coautor de um estudo que confirmou a eficiência dos corticoides, publicado neste mês na revista científica norte-americana Jama, Annane relembrou que este tipo de medicamento já é usado há mais de 70 anos e para os mais diversos tipos de tratamento de inflamações e poderiam ser utilizados para prevenir inflamação causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) ou diminuir sua intensidade e duração. Porém, fez questão de relembrar: o uso não deve ser feito de forma preventiva.

Por fim, questionado sobre os possíveis benefícios da dexametasona e se ela seria a única alternativa para o tratamento, o pesquisador afirmou que existem outras moléculas, como a hidrocortisona e betametasona, que também podem ser opções no combate ao vírus e irão garantir que não haja uma "escassez".

"O importante é que o fato de existirem várias moléculas reduzem esse risco. Se os efeitos fossem alcançados apenas com a dexametasona, e não com outros corticosteroides, poderíamos ter uma avalanche mundial de pedidos que nos deixariam sem o remédio", finalizou.

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