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Ansiedade social pode causar crises em situações cotidianas

Os impactos do isolamento social - um mudança de rotina brusca e bastante significativa - na saúde mental de todos os indivíduos que estão vivendo a pandemia do Novo Coronavírus (Sar-Cov-2) são indiscutíveis. 

Além disso, alguns especialistas apontam que há riscos até mesmo no retorno gradual aos encontros e pequenas reuniões , principalmente para a saúde mental de quem já sofre de ansiedade social.

A ansiedade ou fobia social é caracterizada pela aversão ou receio às interações sociais cotidianas. Nesse caso, mesmo eventos simples como um almoço em família pode engatilhar uma crise que necessita de atenção. Durante a pandemia, porém, situações como essa diminuíram, exigindo readaptação no momento de retorno.

De acordo com Amy Drake, psicóloga e conselheira do grupo inglês Beverley Blackman, em entrevista ao Metro.co.uk, "para pessoas com ansiedade social, o isolamento - desconsiderando o contexto de pandemia - pode ser um gatilho muito intenso por um lado, mas um alívio por outro". Ainda segundo Drake, "estamos todos vivendo sob uma nova norma coletiva".

Outro motivo de crises, no momento de reabertura , pode ser o fato de que grupos pequenos são a nova regra. "Pessoas com dificuldade de socializar não pode mais 'se esconder' em grupos grandes, como é um hábito comum. Isso também pode ser extrmamente desconfortável", explica a profissional. Por isso, Drake reforça que é importante estar atento à saúde mental durante cada encontro.

"Pessoas com ansiedade social podem se sentir estressadas e assustadas com a possibilidade de dizer a coisa errada ou fazer a pergunta errada ao encontrar os amigos", explica a professora de psicologia Daria Kuss, ao Metro.

"Para lidar com o novo cenário, as orientações podem ser diferentes para cada caso. De uma maneira geral, o mais importante é respeitar os limites da ansiedade e não forçar situações que pareçam desconfortáveis", sugere a psicóloga Camila Lessa, do grupo Crescimento.

Ainda segundo Camila, o paciente deve escolher estar perto da rede de apoio, "lembrando sempre das pessoas que o deixem confortáveis", finaliza.

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