Vacina
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Pesquisadores querem entender se união das vacinas pode aumentar proteção

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou nessa sexta-feira (11) que vai fazer um estudo combinando a vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford com a russa Sputnik V, criada pelo Instituto Gamaleya de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia, para verificar se há aumento de eficácia na prevenção da Covid-19.

"Hoje anunciamos um programa de experimentação clínica para avaliar a segurança e a imunogenicidade de uma combinação entre a AZD1222, desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford , e a vacina Sputnik V, do Instituto Gamaleya", diz a nota oficial.

O anúncio formal veio pouco após os pesquisadores russos sugerirem a combinação dos dois imunizantes para um teste de eficácia. As duas vacinas usam o chamado "método tradicional" de produção, com o uso de adenovírus para induzir o corpo a gerar uma resposta imunológica contra o Sars-CoV-2.
No caso da AZD1222 (antes chamada de ChAdOx1 nCoV-19 ) é usado o mesmo adenovírus nas duas doses; já na Sputnik V os cientistas usam dois adenovírus diferentes.

A vacina AstraZeneca/Oxford foi a primeira a ter a publicação dos resultados da fase 3 em revista científica, com uma eficácia de 90%. No entanto, por conta de dúvidas sobre o porquê da dose menor ter dado um resultado melhor, estudos ainda estão sendo realizados.

Já a Sputnik V é o imunizante usado pelos russos para o programa de vacinação em massa, iniciado no último sábado (5) em Moscou.
O país espera que cerca de duas milhões de doses sejam usadas.

No entanto, ainda não há publicação de resultados da fase 3 dos testes da vacina russa em nenhuma revista científica e os dados não foram revisados por cientistas independentes.

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