Por enquanto o Plano Nacional de Imunização no Brasil é executado com doses da CoronaVac e da vacina de Oxford
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Por enquanto o Plano Nacional de Imunização no Brasil é executado com doses da CoronaVac e da vacina de Oxford

O Ministério da Saúde está negociando a compra de 63 milhões de doses da vacina da Moderna para serem entregues até janeiro de 2022. Desse total, o cronograma da pasta prevê que 13 milhões de unidades devem chegar até dezembro deste ano e 1 milhão até julho.

De acordo com o documento, que foi obtido pela agência de notícias Reuters, ainda é feita a estimativa de que as primeiras 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 da Pfizer devem chegar até o final de maio. O contrato com a biofarmacêutica americana é para um total de 100 milhões de doses e está na fase final de negociação.

Ao todo, em contratos já firmados, contratações futuras e tratativas, o Ministério da Saúde prevê receber até o final do ano 575,9 milhões de doses de vacinas dos mais diversos laboratórios, sendo que 161 milhões delas são de doses de laboratórios com quem a pasta ainda está em tratativas.

O cronograma do ministério foi entregue na tarde desta quinta-feira (4) pelo secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, a senadores que participam de uma sessão para discutir as ações da pasta no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Senadores pedem pressa no programa de imunização brasileiro devido ao avanço no número de contaminações pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Nesta quarta-feira (4), dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde mostram que o Brasil registrou 1.910 mortes pela Covid-19 . Esse foi o maior número registrado em um dia desde o início da pandemia.

Nos estados, a situação é tão grave que a maioria deles já estão com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. Em São Paulo e Rio de Janeiro, os governadores já decretarem medidas mais restritivas de circulação durante as madrugadas.

Até agora, o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde é executado somente com duas vacinas, a Coronavac, do Instituto Butantan, e a vacina de Oxford. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já liberou o registro definitivo da vacina da Pfizer, mas o governo federal ainda não conseguiu comprá-la.

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