Cronograma de entrega de vacinas no Brasil tem sido reduzido no Brasil por conta da falta de insumos
Agência Brasil
Cronograma de entrega de vacinas no Brasil tem sido reduzido no Brasil por conta da falta de insumos

Em mais uma frustração para o calendário de vacinação contra a Covid-19 , o governo federal reduziu de forma significativa a previsão de distribuição de imunizantes em maio. O número de doses esperadas caiu de 46,9 milhões para 32,4 milhões. O Ministério da Saúde divulgou as novas previsões neste sábado (24).

O novo cronograma confirma a frustração das entregas também em abril. No último dado divulgado, em 19 de março, a previsão era de que fossem distribuídas 47,3 milhões de doses no mês de abril. O ministro Marcelo Queiroga já tinha admitido que o número seria bem menor e no novo cronograma a estimativa é de distribuição de apenas 26,6 milhões de doses neste mês.

Em maio, a maioria das doses que serão entregues ao Ministério virão da Fiocruz, que desenvolve um imunizante junto com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford . Está prevista no cronograma a entrega de 21,5 milhões de doses. Constam ainda a previsão de 5,6 milhões de doses da CoronaVac , fruto da parceria do Instituto Butantan com a Sinovac , 2,5 milhões de unidades da Pfizer e 2,8 milhões de doses por meio da iniciativa internacional Covax (sendo 2 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca e 800 mil doses da Pfizer). 

A versão anterior da estimativa para maio mostra que houve frustração das expectativas de entregas pela Fiocruz (sendo 5,3 milhões de doses envasadas pela instituição e outras 2 milhões importadas da Índia), pelo Butantan, 400 mil doses a menos, pela Covax, da qual se esperava 3,3 milhões de doses a mais, e pela Pfizer, de quem o Ministério contava receber 11 milhões de doses a mais.

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Foram retiradas ainda do cronograma a expectativa por doses de dois imunizantes que ainda não obtiveram aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pasta contava receber no próximo mês 4 milhões de doses da Covaxin (cujo laboratório não obteve ainda nem a certificação de boas práticas da agência) e 2 milhões de unidades da Sputnik V (que ainda não obteve autorização de uso emergencial na Anvisa).

Em abril, a redução se deve a menos doses entregues pela Fiocruz (serão apenas 5,2 milhões de doses ante uma expectativa de 23,1 milhões), pelo Butantan, 10 milhões de doses a menos que o esperado, além das doses da Covaxin (8 milhões) e da Sputnik V (400 mil) que continuavam no cronograma mesmo sem aval da Anvisa.

A pasta manteve no novo cronograma uma expectativa de aumentar as entregas de forma substancial a partir de junho. A previsão para este mês foi reduzida apenas de 56,5 milhões de unidades para 54,2 milhões. O Ministério estima que até o fim de 2020 obterá 562 milhões de doses ao todo.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou que mesmo diante da frustração de expectativas o Brasil está perto de atingir a meta de vacinar todos as pessoas com mais de 60 anos, um dos primeiros objetivos da campanha.

"Mesmo com possíveis contratempos decorrentes do atraso de entrega de doses, nós estamos muito próximos de atingir a meta de vacinar todos com mais de 60 anos, o que é uma excelente notícia. Isso mostra a capacidade do nosso Programa Nacional de Imunização (PNI)", afirmou o ministro.

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