Pesquisa incluirá mais de 6,5 mil voluntários, entre crianças, adultos e idosos, em centros de pesquisa pelo Brasil
Foto: Getty Images
Pesquisa incluirá mais de 6,5 mil voluntários, entre crianças, adultos e idosos, em centros de pesquisa pelo Brasil

O Instituto Butantan anunciou que vai coordenar a partir desta quarta-feira (12) os estudos clínicos em humanos de uma nova vacina tetravalente contra a gripe desenvolvida pela instituição. O imunizante inclui quatro cepas do vírus Influenza, sendo duas cepas A (H3N2 e H1N1) e outras duas linhagens do B (B Victoria e B Yamagata). O objetivo dos ensaios clínicos será avaliar a imunogenicidade e a segurança do imunizante.

De acordo com o instituto, o estudo contará com cerca de 6.500 participantes em 11 centros de pesquisa do Brasil, localizados nas cidades de Ribeirão Preto, São Paulo, Serrana, São José do Rio Preto, São Caetano do Sul, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pelotas, Fortaleza, Recife e Laranjeiras. A pesquisa incluirá crianças de 3 a 8 anos, crianças e adolescentes de 9 a 17 anos, adultos de 18 a 59 anos e idosos de 60 anos ou mais.

Os interessados em participar dos ensaios clínicos poderão entrar em contato diretamente com os centros de pesquisa participantes para orientações e informações. Nesta semana o estudo começa por Ribeirão Preto (Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP) e São Caetano do Sul (Universidade Municipal de SCS).

Atualmente o Butantan fornece ao Ministério da Saúde uma vacina trivalente para uso na rede pública de saúde, que protege contra três tipos do vírus Influenza, sendo dois da linhagem A e um do B. O novo imunizante desenvolvido no instituto inclui mais uma cepa do tipo B. Neste ano o Butantan vai entregar ao governo federal cerca de 80 milhões de doses para a campanha Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe.

A vacina

O imunizante é produzido na mesma planta da vacina influenza trivalente do Butantan, hoje utilizada na campanha anual de vacinação contra a gripe. Por incluir mais uma cepa do vírus, acredita-se que ela ampliará a imunização contra os vírus influenza B e a proteção, especialmente em populações consideradas de risco para o agravamento da doença, como crianças, adolescentes, idosos e gestantes, por exemplo.



Todos os anos a Organização Mundial da Saúde realiza no mês de setembro a escolha das cepas que farão parte da vacina influenza sazonal do hemisfério Sul, baseada na circulação deste vírus no ano anterior.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários