Máscara tipo N95
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Máscara tipo N95



Máscara chinesas com suspeita de falsificação foram importadas e distribuídas pelo Ministério da Saúde , sem garantia de segurança e eficácia para uso por profissionais da saúde. As informações são da Folha de S. Paulo, que reporta que caixas de máscaras estão paradas em galpões nos estados depois do ministério não ter agido para saber se a suspeita se confirma.

A pasta foi "importadora" e "adquirente" dos produtos, de acordo com documentos da Receita Federal . As máscaras foram fabricadas pela empresa chinesa Dongguan HuaGang Communication Technology. A distribuição dos equipamentos de proteção também foi responsabilidade do ministério.

Ao todo, 200 mil máscaras do tipo KN95 foram importadas a um custo de US$ 1,70 cada. O total é de US$ 340 mil, ou R$ 1,8 milhão em conversão direta. De acordo com o Ministério da Saúde, as máscars foram doadas , mas a pasta se recusa a revelar o doador. Lotes das máscaras possivelmente falsas foram enviadas aos estados para o uso por profissionais da saúde .

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Todo o processo de importação, distribuição e falta de garantia sobre a segurança e autenticidade das máscaras envolveu todas as gestões do ministério durante o governo de Jair Bolsonaro . De acordo com a Folha, a importação ocorreu na gestão de Luiz Henrique Mandetta , e o restante do processo se estendeu sob o comando de Nelson Teich , Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga .

Suspeita de falsificação

Em junho passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) interditou o uso das máscaras importadas, afirmando que elas não tinham proteção adequada a profissionais da saúde. Em setembro, nova resolução reforçou a interdição, estendendo-a a distribuição e comércio, alegando que faltavam critérios mínimos de filtração de partículas.

Neste ano, foi descoberto que amostras das máscaras usadas para análises eram falsificadas. Outras amostras, agora verdadeiras, tiveram laudos satisfatórios, fazendo com que a Anvisa regovasse a interdição. Mesmo assim, os equipamentos de proteção seguem estocados nos estados, sem uso, já que não há comprovação sobre a falsificação ou sobre a autenticidade deles. O  Ministério Público Federal em Brasília investiga o caso.

À Folha, a Anvisa afirmou que a falsificação foi constatada em produtos distribuídos no mercado, e não apenas em amostras, e que a responsabilidade de garantir a segurança e eficácia é do importador - nesse caso, o Ministério da Saúde . A pasta ainda não comentou o caso.

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