Covaxin
Reprodução/Bharat Biotech
Covaxin



A Precisa Medicamentos , representante no Brasil do laboratório indiano Bharat Biotech , vai apresentar na segunda-feira (28) um pedido de uso emergencial da vacina Covaxin à Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ). As informações são do Valor Econômico.

De acordo com o jornal, a solicitação erá feita porque a Covaxin obteve os resultados dos testes clínicos de fase 3, realizados na Índia. Concluídos na semana passada, os estudos apontam eficácia global de 77,8% contra a Covid-19 .

Em meio à crise política em torno do imunizante , se a Anvisa aprovar o uso emergencial , muitas pendências impostas à importação da Covaxin serão eliminadas. 

Anvisa e Covaxin

No dia 4 de junho, a Anvisa autorizou a importação excepcional da Covaxin, limitando o imunizante ao uso de no máximo 1% da população. Com isso, as 20 milhões de doses contratadas pelo governo federal teriam que ser reduzidas a 4 milhões.

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Além disso, a Anvisa também colocou outras restrições à Covaxin . Relatório de avaliação benefício-risco da vacina teria que ser enviado mensalmente, assim como conclusções sobre segurança e efetividade deveriam acompanhar cada lote. O imunizante, ainda, só poderia ser distribuído a centros de vacinação vinculados aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

Ao Valor Econômico, técnicos da Anvisa afirmaram que o Ministério da Saúde ainda não tinha assinado essas condições, já que apostava que o governo Bolsonaro desistiria da compra da Covaxin.

Uma possível aprovação da Anvisa poderia viabilizar a importação das 20 milhões de doses da vacina. De acordo com o Valor Econômico, a Bharat Biotech produz cerca de 25 milhões de doses do imunizante por mês, podendo cumprir rapidamente com o contrato.

A polêmica da Covaxin

Investigado pela CPI da Covid , o contrato de compra da Covaxin pelo governo Bolsonaro  é acusado de ser irregular. No capítulo mais recente dessa história, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) disse, em depoimento à comissão na sexta-feira (25), que o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, foi quem pressionou o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo pela assinatura do contrato supostamente irregular pela importação da Covaxin .

De acordo com Miranda, o presidente Jair Bolsonaro sabia do caso. "Que presidente é esse que tem medo de pressão de quem está fazendo algo errado? De quem desvia dinheiro público das pessoas morrendo na porra desse Covid?", questionou o deputado.

Francisco Maximiliano , sócio da Precisa , tem depoimento marcada na CPI da Covid  para a próxima quarta-feira (30).

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