Sobreviventes da Covid-19 sofrem com a mucormicose na Índia
Reprodução: ACidade ON
Sobreviventes da Covid-19 sofrem com a mucormicose na Índia


Desde o início da segunda onda de Covid-19 na Índia, no final de março, mais de 45 mil indianos foram infectados pela  mucormicose. Cerca de 85% deles eram pacientes com o novo coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde do país. Em julho, mais de 4.300 pessoas morreram pela infecção causada pelo "fungo preto".

Apesar de ser 80 vezes mais comum na Índia do que em países desenvolvidos, a mucormicose era uma infecção rara no país antes deste ano. Ela é causada por um fungo ao qual as pessoas estão expostas no cotidiano, mas que pode oferecer perigo quando elas têm o sistema imunológico abalado pela Covid-19.

Se não for tratada rapidamente, a mucormicose pode causar danos permanentes no rosto, perda de visão e até morte. A taxa de mortalidade da doença é de mais de 50%. 

Alguns casos foram detectados em outros lugares, como Nepal, Afeganistão, Egito e Omã, segundo informações da CNN. Na Índia, os números são muito maiores agora do que depis da primeira onda da Covid-19 no país, em setembro de 2020, o que pode ser por causa da rápida disseminação da variante Delta.

Falta de remédios na Índia

A cura para a mucormicose não é rápida e envolve procedimentos invasivos, como a cirurgia para remover o tecido infectado do rosto dos pacientes. Além disso, eles são tratados com o medicamento antifúngico anfotericina B lipossomal para que a infecção não ressurja.

Ainda segundo informações da CNN, vários estados relataram escassez do medicamento, fazendo com que o Ministério de Produtos Químicos e Fertilizantes da Índia interviesse para regulamentar o fornecimento. Outras cinco empresas foram aprovadas para produzir o medicamento na Índia e novos pedidos de importação foram feitos.

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