Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do governo de São Paulo
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do governo de São Paulo

O Governo de São Paulo não vai interferir nas decisões das prefeituras dos 645 municípios sobre as festas de fim de ano. O secretário de Saúde Jean Gorinchteyn, no entanto, defendeu que as administrações municipais considerem medidas "austeras", independente da presença ou não Ômicron, nova variante da covid-19, no país.

"As prefeituras, que têm autonomia para o réveillon, precisam estar atentas porque [as celebrações de fim de ano] são momentos de aglomeração em que a observância às regras sanitárias nem sempre acaba acontecendo", disse à CNN Brasil.

"Vale a pena uma medida austera das prefeituras a reavaliar, ao menos neste momento, o réveillon, independente de termos ou não cepas mutantes", completou.

O secretário pediu para que as pessoas tenham "bom senso" durante o período, já que muitas pessoas ainda não receberam a segunda dose da imunização.

"Em São Paulo, 75% da população está com imunização completa, em todas as faixas etárias. Acima de 18 anos, temos 94% da população totalmente vacinada. Mas temos 4 milhões e 300 mil faltosos, especialmente entre 12 e 29 anos, [uma faixa etária] que sai, vai para festas e baladas e acaba fazendo circular o vírus", alertou.

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"Estamos implementando campanhas, e teremos olhar de atenção aos índices de vacinação para definir a realização de eventos que aglomerem mais pessoas e podem encontrar pessoas não idealmente protegidas e imunizadas".

Sobre a variante Ômicron, descoberta pela primeira vez na África na última semana, Gorinchteyn disse que o estado está em "atenção".

"O que temos de informação é que, a despeito de tudo, na maioria dos casos é promotora de casos leves e sintomas brandos, e que a virulência não foi tão impactante mesmo encontrando uma população vulnerável", comentou.

Ele afirmou que o governo está "atento de forma milimétrica, diária, a todos os índices e às informações da ômicron". Na última semana, um caso suspeito foi levantado após um viajante fazer um teste de covid-19 por conta própria ao retornar da África do Sul. Antes de embarcar, ele havia testado negativo e estava assintomático.

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