SP quer vacinar crianças de 5 a 11 anos com 1ª dose em três semanas
Governo do Estado de São Paulo
SP quer vacinar crianças de 5 a 11 anos com 1ª dose em três semanas

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que pretende vacinar crianças de 5 a 11 anos com a primeira da Pfizer em um período de três semanas. O início do calendário, no entanto, depende do envio das doses pelo Ministério da Saúde.

O cronograma inclui a vacinação de uma média de 250 mil crianças por dia. No estado, a faixa etária soma 4,3 milhões de vidas, das quais 850 mil dizem respeito à população indígena e quilombola e também a pessoas portadoras de comorbidades e deficiências, que são prioridade no plano.

Para colocar o calendário em prática, o governo habilitou 5,2 mil postos de vacinação e consolidou uma parceria entre as secretarias da Saúde e Educação para imunizar o público nas escolas estaduais — até o momento, 268 estão cadastradas para servir de postos de vacinação, número que pode aumentar nos próximos dias.

Segundo o governo, São Paulo contabiliza 2,5 mil casos de internações graves de crianças. Destas, 93 morreram.

Leia Também

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, o governador João Doria (PSDB) criticou a demora do governo federal e disse que também aguarda a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso emergencial da Coronavac em crianças de 5 a 11 anos, para qual o governo do estado já teria doses suficientes para iniciar imediatamente a imunização.

"Termos a vacina infantil contra a Covid-19 aprovada há quase um mês pela Anvisa e não termos a vacina é entristecedor e diria até revoltante", afirmou Doria. "Isso reflete o nível de indiferença do governo federal com referência à vida, à existência, à saúde e neste caso ainda mais revoltante por se tratar de crianças".

A aplicação da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos foi autorizada pela Anvisa no dia 16 de dezembro. O governo, no entanto, resistiu a iniciar a imunização, alegando que não havia urgência.

Na terça-feira, a audiência pública realizada pelo Ministério da Saúde para discutir a imunização infantil à Covid-19, nesta terça-feira, foi marcada pela pressão do governo em favor da exigência de receita médica para a aplicação da vacina. Na outra ponta, porém, entidades de representação de secretários municipais e estaduais de saúde se posicionaram contra a necessidade de prescrição.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários