Larissa fala sobre dinâmica com eliminados do
Reprodução/Globo - 17.03.2022
Larissa fala sobre dinâmica com eliminados do "BBB 22"

Quando Larissa Tomásia, do BBB 22, entrou no programa, algumas semanas após o início, ela rapidamente se tornou um meme nas redes sociais por inventar histórias e levar informações duvidosas para os participantes sobre a repercussão do reality fora da casa. A visão de jogo única da pernambucana levou até o próprio Big Brother Brasil a brincar com o fato em um quadro chamado “Só a Larissa viu”. Mas quando inventar novas realidades e sentir que está sendo alvo de indiretas pode ser considerado um sinal de mania de perseguição?

Ainda que esses fatores, em situações mais graves, possam ser considerados sintomas do que a psiquiatria chama de persecutoriedade, a psiquiatra Gabriela Galvão ressalta que o caso de Larissa provavelmente não é nada fora do comum e não seria possível avaliar apenas pela passagem da pernambucana pelo BBB.

"A mania é um sintoma que pode estar presente em diversas patologias, como um quadro muito grave de ansiedade, mas nesse caso aparece de forma leve. A mais exacerbada é quando ela aparece como sinal de uma psicose, em doenças como esquizofrenia. Mas o diagnóstico passa por uma extensa avaliação psiquiátrica, em que são ouvidos o paciente, a família, e só então que é possível verificar se há uma patologia ou não", explica Gabriela.

A repercussão sobre as atitudes de Larissa aconteceu principalmente depois de um dos episódios que mais marcou a passagem dela pelo programa. Em conversa com outros brothers e sisters, a ex-BBB insinuou que Pedro Scooby, outro participante, teria mandado um “recado” para ela.

"Tu viu os vídeos de Pedro? De hoje? Segundo Jade, ela disse que não foi intencional, mas assim... Ele pegou um limão mofado e filmou colocando o limão no lixo. Ele postou! (...) Ele sabe que meu emoji é um limão e ele não é inocente. Ele sabe que o nome da minha cidade é Limoeiro", disse Larissa.

Na última quinta-feira, a visão única sobre os acontecimentos de Larissa voltou à tona depois que a ex-participante do BBB 22 retornou ao reality junto aos demais eliminados para uma dinâmica especial. No encontro, a influencer acusou sua então amiga na casa, Jade Picon, de ter ignorado sua presença em uma festa fora do programa.

Jade negou, mas a pernambucana disse ter certeza que tinha sido vista: “Você viu. Você viu sim. Você estava de costas para mim, mas você viu. (...) Estou falando isso porque tiveram pessoas que presenciaram, não é fanfic (termo utilizado para narrativas ficcionais)”. Internautas logo repercutiram a conversa nas redes sociais, e relembraram o histórico de Larissa na casa.

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Afinal, o que é a mania de perseguição?

A persecutoriedade, ou mania de perseguição, é considerado um sinal para outras patologias, que podem ser leves ou graves.

"É quando a realidade que a pessoa está enxergando não condiz com a realidade que os outros ao redor enxergam. Mas isso tem diversos graus. Em casos de psicose, a mania de perseguição vem com outros sintomas mais graves, como acreditar que está sendo envenenada, ou que colocaram um chip nela, por exemplo, delírios bem mais graves", explica a psiquiatra Gabriela Galvão.

A principal causa, segundo Gabriela, são alterações químicas no cérebro, o que faz com que as interpretações de sentido sejam afetadas. Esse efeito é causado, entre outros motivos, pelo excesso de dopamina que esse desequilíbrio provoca em determinadas partes do órgão, afirma a psiquiatra.

O tratamento envolve medicação da classe dos antipsicóticos para reequilibrar essa produção de dopamina no cérebro. Mas, se a mania de perseguição for apenas devido a um caso mais grave de ansiedade, os remédios utilizados serão direcionados ao transtorno, como ansiolíticos.

Gabriela ressalta, no entanto, que o tratamento varia de acordo com cada paciente e com a avaliação do médico, por isso o diagnóstico por um especialista e o posterior acompanhamento é indispensável.

"Para prevenir, hoje a melhor maneira é evitar utilizar substâncias que favoreçam o desenvolvimento desses quadros por provocar alterações químicas no cérebro, como drogas de uma maneira geral. Quando é por um caráter genético, não tem muito o que ser feito. Mas, sabe-se que práticas de rotina, como exercícios físicos, um sono adequado e uma alimentação saudável, ajudam a manter uma boa saúde e prevenir doenças como um todo".

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