São Paulo lidera a lista com mais casos de dengue, registrando 180 no total
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São Paulo lidera a lista com mais casos de dengue, registrando 180 no total


Subiu para 504 o total de mortes por dengue em 2022 no Brasil, que já contabiliza 1,1 milhão de diagnósticos da doença nos últimos seis meses. Tanto o número de casos quanto o de óbitos já são mais do que o dobro dos registrados em todo o ano passado.

São Paulo lidera a lista e contabilizando 180 infectados. Depois, Santa Catarina soma 60, e Rio Grande do Sul, 49. Já Goiás e Paraná notificam 44 e 43, cada. O montante, porém, ainda pode aumentar: há outros 364 óbitos em investigação.

Os dados constam no último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado na segunda-feira. No levantamento, a pasta registra 1.104.742 casos nas 22 primeiras semanas deste ano, quase o triplo do mesmo período em 2021. A atual taxa de incidência no país é de 517,9 casos para cada 100 mil habitantes.

Segundo especialistas, a dengue é uma doença cíclica, com transmissão sazonal, e não ocorre de forma simultânea ou homogênea em todo o Brasil. A avaliação é de que já se pode considerar que há uma epidemia em curso no país.

“A dengue evolui de forma sazonal. Então, a cada três anos, é esperado que haja um aumento de casos. Então, nós tivemos em 2016, em 2019 e agora também. Apesar disso, o que vemos é que não houve um preparo para esses casos que já eram esperados”,  explica a infectologista Ana Helena Germoglio.  

“Foi uma doença deixada de lado (durante a pandemia) e colocada em segundo, terceiro plano.”

Nesse cenário, as atenções recaem sobre o Centro-Oeste, que registra uma incidência de 1.544,2 casos por 100 mil habitantes, três vezes maior do que a média nacional. 

É na região, também, que estão as cidades com maior número de infectados: Brasília desponta no ranking, com 51.131 pacientes, seguida por Goiânia, com 41.637.

Ao todo, foram 257.998 diagnósticos no Centro-Oeste — que fica atrás do Sudeste e do Sul. O boletim da pasta, assinado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), contabiliza casos prováveis da dengue de 2 de janeiro a 4 de junho, dos quais exclui os diagnósticos já descartados.


O consenso é de que o foco precisa estar na prevenção. Sem uma vacina disponível em larga escala — só pode ser aplicado em laboratórios particulares em quem já contraiu a doença —, a melhor estratégia é eliminar locais que acumulem água parada, cenário ideal para o surgimento de criadouros de Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Procurado pelo GLOBO, o ministério informou que instalou uma Sala de Situação de Arboviroses, grupo de doenças nas quais se incluem a dengue, a zika e a chikungunya, em maio. Entre as ações elencadas, estão atividades de campo, ações assistenciais e ações de vigilância

“Até o momento foram realizadas capacitações para o manejo clínico das arboviroses, capacitando profissionais que atuarão como multiplicadores junto aos municípios. Também foram realizadas viagens aos estados prioritários e videoconferências com todas as Unidades da Federação. Além disso, a Pasta informa que foi enviado às UF o quantitativo de 49.765.000 pastilhas de larvicida para o tratamento de recipientes de água. Neste período, foram distribuídos 5.099 Kg do inseticida para o tratamento residual em pontos estratégicos (borracharias, ferros-velhos etc). E para aplicação espacial (UBV), foram direcionados às UF 208.350 litros de Imidacloprido 3% + Praletrina 0,75%”, diz a nota.

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