Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022
Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório

As autoridades do Estado do Texas, nos Estados Unidos, confirmaram na noite desta terça-feira a primeira morte no país associada à varíola dos macacos. De acordo com o anúncio, os responsáveis ainda investigam qual teria sido o papel da doença para o óbito do paciente, que apresentava um quadro de imunodeficiência grave.

As autoridades não divulgaram mais informações sobre o caso. No Brasil, são duas mortes relacionadas ao vírus monkeypox. A primeira, no fim de julho, foi registrada em Belo Horizonte, Minas Gerais, em um paciente de 41 anos que passava pelo tratamento de um linfoma e, por isso, apresentava baixa imunidade. A segunda foi confirmada nesta segunda-feira , na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. A vítima tinha 33 anos e também era imunossuprimida.

Nos Estados Unidos, o registro do primeiro óbito acontece no momento em que o país tem mais de 18 mil casos da varíola dos macacos, sendo a nação mais afetada pelo surto atual da doença. O número de novas infecções parece ter diminuído ligeiramente nos últimos dias, no entanto, segundo informações das autoridades sanitárias.

"Acho que é necessária uma investigação adicional para saber que papel pode ou não ter desempenhado a varíola dos macacos em sua morte", disse a representante dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), Jennifer McQuiston, em entrevista coletiva, e acrescentou: — É importante enfatizar que as mortes causadas pela varíola dos macacos, embora sejam possíveis, continuam sendo muito raras.

Jennifer destacou que poucas pessoas morreram entre os mais de 40 mil casos registrados pelo mundo desde maio, quando o surto teve início. Os Estados Unidos concentram sua resposta à epidemia na distribuição de vacinas, assim como outros países da Europa que veem uma queda consistente nos novos casos.

O governo americano anunciou que as doses seriam disponibilizadas especificamente a pessoas consideradas em maior risco de exposição à doença - homens homossexuais, bissexuais e que fazem sexo com outros homens - nos principais eventos LGBTQIAP+ que acontecerão nas próximas semanas.

No Brasil, as primeiras 20 mil doses da vacina são esperadas para o mês de setembro, negociadas junto à Organização Pan-americana de Saúde. De acordo com o planejamento do Ministério da Saúde, elas serão destinadas aos profissionais da saúde que estão atuando no atendimento aos infectados com a varíola símia, além de contatos próximos dos contaminados.

*(com informações de agências internacionais)

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