Juan Izquierdo passou mal aos 38 minutos do segundo tempo da partida entre São Paulo e Nacional, pela Libertadores
Reprodução/Twitter
Juan Izquierdo passou mal aos 38 minutos do segundo tempo da partida entre São Paulo e Nacional, pela Libertadores

O zagueiro Juan Izquierdo , do Nacional-URU, morreu na noite desta terça-feira (27) após passar mal dentro do Morumbis na última quinta (23), durante o jogo da equipe uruguiaia contra o São Paulo pela Libertadores. Segundo o boletim divulgado pelo Hospital Albert Einstein, o jogador teve morte encefálica "após uma parada cardiorrespiratória associada à arritmia cardíaca ".

Entenda

A arritmia cardíaca faz com que o coração bata num ritmo irregular - muito devagar ou rápido - o que interfere no fluxo sanguíneo e, consequentemente, nas funções vitais do corpo.

Essa irregularidade pode comprometer o funcionamento de alguns órgãos. No caso do zagueiro Izquierdo, o cérebro foi afetado, acarretando um quadro neurológico irreversível.

O que é morte encefálica?

De acordo com o Ministério da Saúde, a morte encefálica é caracterizada pela perda completa e irreversível das funções encefálicas cerebrais, ou seja, a morte de fato. Quando um indivíduo sofre morte encefálica, a parada cardíaca é inevitável, porque a pessoa não consegue mais manter as funções vitais sem a ajuda de aparelhos.

No caso do zagueiro, a arritmia cardíaca fez com que o coração parasse de bater, causando a interrupção do fluxo sanguíneo e da oxigenação do cérebro, um quadro chamado anóxia cerebral. Como o cérebro do jogador deixou de receber oxigênio, chegou a um quadro irreversível de morte encefálica.

O óbito é declarado após a constatação da morte encefálica. Nesses casos, os órgãos e tecidos podem ser doados para transplante, mas apenas com o consentimento familiar.

Quando a causa da morte é a parada cardiorrespiratória (quando o coração deixa de bater), apenas tecidos (pele, córnea e ossos) podem ser doados.

Morte encefálica é o mesmo que um coma?

Não. O coma é uma situação clínica em que o cérebro do indivíduo tem funções alteradas, mas o coração continua batendo. Há a possibilidade de reverter e recuperar o quadro.

No entanto, a depender da gravidade do problema, um coma pode evoluir para a morte encefálica.

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