Arlindo Cruz sofreu AVC em 2017
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Arlindo Cruz sofreu AVC em 2017

O sambista Arlindo Cruz morreu aos 66 anos , nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações acumuladas após um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico sofrido em 2017. Desde então, ele vivia com limitações severas, incluindo a perda da fala e da mobilidade, e dependia de cuidados intensivos contínuos.

De acordo com o clínico geral e especialista Dr. Nelson, um AVC pode levar à morte imediata ou desencadear processos que resultam no óbito anos depois.

“O acidente vascular cerebral ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo em uma área do cérebro. Pode ser isquêmico, por obstrução de uma artéria, ou hemorrágico, por rompimento de um vaso, causando sangramento” , explica ao Portal iG .

Segundo o médico, mesmo após o episódio inicial, o paciente pode desenvolver complicações progressivas.

“As sequelas neurológicas costumam comprometer a respiração, a deglutição e a movimentação, o que favorece infecções recorrentes, desnutrição e formação de coágulos, entre outras condições que fragilizam o organismo” , diz.

Arlindo Cruz foi internado em março de 2025 com pneumonia. Em julho, sofreu uma parada cardíaca de 15 minutos, mas foi reanimado. O quadro geral, no entanto, seguiu em deterioração.

Os rins, o fígado e o pâncreas passaram a apresentar perda de função, e ele deixou de reagir a estímulos. A morte foi confirmada no CTI da Casa de Saúde São José, onde ele tratava uma infecção causada por bactéria resistente.


O AVC hemorrágico de 2017 causou danos irreversíveis ao cérebro do artista. Desde então, Arlindo teve episódios de infecções urinárias e respiratórias, usava sonda alimentar e vivia acamado. Também foi diagnosticado com uma doença autoimune.

“Essas condições associadas à imobilidade crônica levam, com o tempo, a um quadro de falência de múltiplos órgãos, o que aumenta significativamente o risco de morte” , afirma Dr. Nelson.

Com carreira iniciada no Cacique de Ramos nos anos 1980, Arlindo Cruz integrou o grupo Fundo de Quintal até 1993, antes de seguir carreira solo. Compôs mais de 700 músicas e foi homenageado em 2023 pela escola Império Serrano, com o enredo “Lugares de Arlindo”.

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