Insolação
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Insolação

Com praias  superlotadas neste começo de ano, temperaturas elevadas e longos períodos sob o sol, cresce também o número de pessoas com queimaduras solares, um problema que vai muito além da vermelhidão passageira na pele.

A insolação, comum durante o verão, pode causar danos imediatos e consequências que surgem apenas anos depois, alerta a dermatologista Dra. Samara S. O. Kouzak, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e diretora técnica e co-fundadora da Clínica Derma Advance.

Segundo a especialista, a exposição excessiva ao sol pode provocar inchaço local, dor intensa e formação de bolhas, sinais de que a pele sofreu uma agressão mais profunda.

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“Após a fase mais aguda, ainda podem surgir descamação, coceira e uma imunossupressão local, o que deixa a pele mais suscetível a infecções”, explica. Nesse contexto, há inclusive a possibilidade de reativação de vírus, como o herpes, especialmente em pessoas predispostas.

Mesmo quando os sintomas aparentam estar resolvidos, os danos podem continuar invisíveis. A Dra. Samara destaca que a radiação ultravioleta é capaz de causar alterações no DNA das células da pele, o que favorece o aparecimento, ao longo do tempo, de manchas solares, melasma e sinais de fotoenvelhecimento precoce, como rugas mais profundas, flacidez e textura áspera.

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“Essas lesões nem sempre surgem logo após a exposição. Muitas são resultado do dano solar acumulado ao longo da vida”, afirma.

A repetição de episódios de insolação também está diretamente ligada ao aumento do risco de câncer de pele. De acordo com a dermatologista, esse é um fator de risco bem estabelecido, principalmente para o melanoma, um dos tipos mais agressivos da doença quando não diagnosticado precocemente.

Os cânceres de pele não melanoma, como os carcinomas basocelular e espinocelular, também têm forte relação com a exposição solar excessiva.

Insolação pode causar danos permanentes e elevar risco de câncer
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Insolação pode causar danos permanentes e elevar risco de câncer


Alguns sinais indicam que a queimadura solar evoluiu para um quadro mais grave e exige atendimento médico urgente. Entre eles estão bolhas extensas, dor intensa, inchaço importante e sintomas gerais de insolação, como febre, náuseas, vômitos, tontura, confusão mental e sinais de desidratação.

“Esses sintomas não devem ser ignorados, pois indicam gravidade”, reforça a médica.

Para evitar a insolação, a recomendação é adotar medidas preventivas, especialmente em períodos de calor extremo. Isso inclui evitar o sol entre 10h e 16h, manter boa hidratação, usar roupas adequadas, chapéus e óculos com proteção UV, além de aplicar protetor solar de amplo espectro com FPS 30 ou superior, reaplicando corretamente após entrar no mar, piscina ou em caso de suor excessivo.


A especialista também orienta ajustes no skincare, com a suspensão temporária de ácidos mais fortes e foco em produtos de higiene suave e hidratação da pele.

Com o verão em pleno auge e praias cheias, a atenção aos cuidados com a pele é essencial para prevenir problemas imediatos e reduzir riscos que podem surgir apenas no futuro.

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