
O estado de São Paulo iniciou uma campanha de vacinação contra a chikungunya nesta segunda-feira (2), na cidade de Mirassol, no interior paulista. O projeto é pioneiro e marca o início da imunização contra o vírus no país.
Neste início, podem receber a vacina todos os moradores com idade entre 18 e 59 anos, em qualquer unidade de saúde do município. Segundo a prefeitura de Mirassol, a cidade conta 2.400 doses, enviadas pelo Ministério da Saúde (MS).
Segundo o governo de SP, a vacina é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. Ele também possui autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia.
A vacinação vai seguir uma estratégia definida pelo MS e será aplicada de forma estratégica em regiões consideradas com maior risco de transmissão da chikungunya.
Ao todo, 10 municípios de quatro estados brasileiros foram selecionados para iniciar essa etapa. A escolha das cidades levou em conta fatores epidemiológicos, como a circulação do vírus, além do tamanho populacional e da capacidade para implantação rápida da nova vacina na rede pública.
A escolha de Mirassol leva em consideração o aumento expressivo de casos no município. Em 2024, foram registrados 833 casos prováveis de chikungunya e em 2023 foi registrado apenas um.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, a campanha coloca a região na linha de frente contra o vírus.
"Estamos diante de um marco histórico para a saúde pública. Com 10 municípios em quatro estados, em São Paulo, Mirassol está entre os primeiros selecionados e, agora, cerca de 37.500 habitantes, de 18 a 59 anos, poderão receber a vacinação nos postos de saúde, e isso coloca a região na linha de frente de uma proteção inédita contra a chikungunya”, explica.
Chikungunya
A chikungunya é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta e dores intensas nas articulações. Segundo o Estado, não há tratamento antiviral específico, e o cuidado é baseado em repouso, hidratação e uso de analgésicos e antitérmicos.
Em 2025, foram registrados 7.733 casos de Chikungunya e sete óbitos no Estado de São Paulo. Já neste ano, até 29 de janeiro, foram 29 casos e nenhum óbito. Os números são da Secretaria Estadual de Saúde.