O Brasil contabilizou 149 registros de Mpox, entre confirmações laboratoriais e ocorrências ainda classificadas como prováveis, nos primeiros meses de 2026. Os dados constam no painel de monitoramento divulgado pelo Ministério da Saúde .
Até agora, 140 infecções foram confirmadas por exames laboratoriais, enquanto outros nove casos permanecem em investigação. A circulação do vírus já foi identificada em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, o que mantém autoridades de saúde em estado de atenção para ampliar a vigilância epidemiológica e reforçar estratégias de prevenção.
Maior número de ocorrências em São Paulo
Entre os estados, São Paulo concentra a maior parte dos diagnósticos confirmados, com 93 registros, cerca de dois terços do total nacional. Em seguida aparece Rio de Janeiro, com 18 casos.
Outro destaque é Roraima, na região Norte, que soma 11 ocorrências confirmadas.
A distribuição atual dos casos de Mpox pelo país é a seguinte:
Sudeste
- São Paulo: 93
- Rio de Janeiro: 18
- Minas Gerais: 11
Norte
- Roraima: 11
- Amapá: 1
Sul
- Rio Grande do Sul: 3
- Paraná: 2
- Santa Catarina: 3
Nordeste
- Rio Grande do Norte: 3
- Sergipe: 1
- Ceará: 1
Centro-Oeste
- Goiás: 1
- Distrito Federal: 1
Além dos diagnósticos confirmados, o sistema de saúde brasileiro recebeu mais de 570 notificações suspeitas relacionadas à doença em todo o território nacional.
Situação ainda não é considerada crise
Mesmo com o aumento recente nas notificações, o Ministério da Saúde afirma que o quadro atual não caracteriza emergência sanitária. Segundo a pasta, o Sistema Único de Saúde possui estrutura suficiente para identificar, acompanhar e tratar os pacientes infectados.
Para efeito de comparação, o Brasil encerrou 2025 com 1.079 casos da doença e dois óbitos registrados. Em 2026, até o momento, não houve mortes associadas à infecção.
Como ocorre a transmissão da Mpox
A mpox se espalha principalmente por meio de contato físico próximo com pessoas infectadas. O vírus pode ser transmitido ao tocar lesões na pele, entrar em contato com fluidos corporais ou por meio de secreções respiratórias liberadas durante interações próximas.
Também há risco de contágio ao compartilhar objetos pessoais, como roupas, toalhas ou itens de uso íntimo contaminados.
Principais sinais da doença Mpox
Os sintomas costumam aparecer em duas fases distintas.
Fase inicial:
- febre
- dor de cabeça
- dores musculares
- fadiga intensa
- aumento dos linfonodos (ínguas)
Fase eruptiva:
- surgimento de lesões ou bolhas na pele, que podem aparecer no rosto, mãos, pés, genitais ou mucosas.
Autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas compatíveis procurem atendimento médico o mais rápido possível e evitem contato com outras pessoas até receber orientação profissional, reduzindo assim o risco de transmissão.