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Seguindo padrões definidos por norma federal, a qualidade das águas das praias é classificada em próprias para banho (excelente, muito boa ou satisfatória) ou  imprópria para banho (quando há risco à saúde). Segundo a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), essa classificação é baseada na quantidade de coliformes termotolerantes, que são bactérias que indicam contaminação, mediante análise laboratorial. 

Ainda conforme o órgão, o monitoramento da balneabilidade das praias é realizado e divulgado semanalmente . A coleta é realizada na isóbata, linhas que representam pontos de mesma profundidade, de um metro, em locais mais utilizados para recreação. 

Classificação da água

A classificação, conforme a CPRH, é dividida em quatro níveis distintos, que variam de excelente a imprópria, dependendo da quantidade de microrganismos encontrados nas amostras coletadas. Para que a água seja considerada segura, ela deve manter baixos índices de contaminação em, pelo menos,  80%  das análises realizadas.

Enquanto a classificação imprópria é indicada quando os registros ultrapassam limites críticos de poluição ou apresentam picos elevados na testagem mais recente, ou seja, acima de 1.000 em mais de 20% das amostras ou valor superior a 2.500 conforme a última coleta.

Entenda a classificação:

classificação da água, conforme a CPRH
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classificação da água, conforme a CPRH


Quais são as implicações à saúde?

Praias consideradas impróprias para banho apresentam, geralmente, contaminação por bactérias fecais como E. coli e enterococos, o que eleva a possibilidade de infecções. A ingestão acidental dessa água contaminada pode causar diarreia, vômitos, febre e dores abdominais. O quadro infeccioso se apresenta com maior gravidade em crianças e idosos devido ao risco de desidratação.

Além disso, o contato com água imprópria para banho aumenta o risco de infecções na pele e mucosa, provocando otites externas, conjuntivites, dermatites e bicho geográfico. 

Recomendações

De acordo com a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), deve-se evitar banho em praias que apresentem:

  • Incidência relativamente elevada ou anormal de doenças;
  • Acusar recebimento regular de esgotos por intermédio de valas, corpos de água ou canalizações, incluídas galerias de águas pluviais;
  • Presença de resíduos ou despejos, sólidos ou líquidos;
  • Floração de algas ou outros organismos.


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