Minas Gerais voltou a registrar novos casos de mpox , ampliando o número de pessoas infectadas pela doença no estado. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), duas novas ocorrências foram confirmadas nas cidades de Belo Horizonte e Manhuaçu, na Zona da Mata mineira. Com isso, o total de diagnósticos positivos subiu de 15 para 17 em território mineiro.
A SES-MG confirmou ao iG que os casos foram identificados no último dia 18 e fazem parte do monitoramento contínuo realizado pelas autoridades sanitárias. Apesar do aumento, a secretaria destacou que todos os pacientes evoluíram bem e já estão recuperados, sem registro de complicações graves até o momento.
O perfil dos infectados segue um padrão semelhante ao observado em outros registros recentes: todos são homens, com idades que variam entre 25 e 56 anos. As autoridades de saúde reforçam que seguem acompanhando os casos e rastreando possíveis contatos para evitar a disseminação do vírus.
Mpox no Brasil
No cenário nacional, o Brasil contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026. Embora os números ainda estejam sob controle, especialistas alertam para a importância da vigilância e da adoção de medidas preventivas, especialmente diante do aumento pontual em algumas regiões.
A transmissão da mpox ocorre, principalmente, por meio do contato direto e prolongado com lesões de pele de uma pessoa infectada. O vírus também pode ser transmitido por gotículas respiratórias em interações próximas e pelo contato com superfícies ou objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
O período de incubação da doença, intervalo entre a infecção e o surgimento dos sintomas, pode variar de três a 21 dias. Os primeiros sinais costumam incluir febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, inchaço dos gânglios linfáticos, calafrios e cansaço extremo.
Após essa fase inicial, surgem lesões cutâneas características. Elas começam como manchas, evoluem para bolhas e pústulas (lesões com pus) e, posteriormente, formam crostas até a cicatrização completa. Essas lesões podem aparecer em diferentes partes do corpo e são um dos principais sinais da infecção.
Para reduzir o risco de contágio, especialistas recomendam evitar contato próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele. Também é fundamental não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas de cama e utensílios.
A vacinação contra a mpox está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos prioritários e é considerada uma ferramenta importante no controle da doença. Em caso de sintomas, especialmente o aparecimento de lesões na pele, a orientação é procurar atendimento médico quanto antes para diagnóstico e tratamento adequados, além de interromper possíveis cadeias de transmissão.