Morte por câncer de colo no útero aumentam no Brasil
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Morte por câncer de colo no útero aumentam no Brasil

Embora seja uma doença amplamente evitável, o câncer de colo do útero  registrou, em 2024, o maior número de mortes desde o início da série histórica no Brasil. Foram 7,5 mil óbitos no período, um salto expressivo em comparação com os 3,9 mil casos registrados no ano 2000. Em 2023, o país já havia contabilizado 7,2 mil mortes, evidenciando uma tendência contínua de crescimento.

As informações constam no sistema oficial de mortalidade do Ministério da Saúde, compiladas pelo Observatório da Saúde Pública, iniciativa da Umane voltada ao fortalecimento do sistema de saúde brasileiro.

O avanço dos números chama atenção de especialistas, principalmente porque ocorre mesmo com a disponibilidade de medidas eficazes para evitar a doença. Entre elas estão a vacinação contra o HPV (papilomavírus humano), principal causador desse tipo de câncer, além de exames de rastreamento como o Papanicolau e o teste de DNA-HPV, capazes de identificar lesões ainda em estágio inicial.

Tratamento promete ser menos invasivo do que os já oferecidos para mulheres com câncer de colo de útero
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Tratamento promete ser menos invasivo do que os já oferecidos para mulheres com câncer de colo de útero


Apesar dessas ferramentas, os dados mostram um aumento acumulado de 13,4% nas mortes desde 2022. O cenário levanta preocupações sobre possíveis falhas no acesso aos serviços de saúde, baixa adesão às estratégias preventivas e desigualdades no acompanhamento médico.

O perfil das vítimas também revela disparidades sociais importantes. Em 2024, a maior parte das mortes ocorreu entre mulheres com 65 anos ou mais, que representaram 32,6% dos casos. Mulheres pardas corresponderam a 48,3% dos óbitos, enquanto mais da metade das vítimas (52,3%) tinha baixa escolaridade, com até sete anos de estudo.

Outro dado relevante aponta lacunas na cobertura dos exames preventivos. Segundo levantamento recente, 12,5% das mulheres entre 25 e 64 anos nunca realizaram o Papanicolau, considerado essencial para detectar alterações celulares antes que evoluam para quadros mais graves.

Diante desse panorama, especialistas reforçam a necessidade de ampliar o acesso à informação, fortalecer campanhas de vacinação e garantir a realização regular de exames, especialmente entre populações mais vulneráveis.

O enfrentamento do câncer de colo do útero no Brasil passa, sobretudo, pela redução das desigualdades e pela ampliação do cuidado preventivo.

O câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero é um tipo de tumor que se desenvolve na parte inferior do útero, conhecida como colo uterino, geralmente a partir de alterações nas células causadas pela infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano).


Geralmente, a doença evolui de forma lenta e pode levar anos até se tornar invasiva, passando por estágios iniciais que podem ser identificados e tratados precocemente. Por isso, exames de rastreamento, como o Papanicolau, são fundamentais para detectar lesões antes que avancem.

Quando não diagnosticado a tempo, o câncer pode se espalhar para outras regiões do corpo, tornando o tratamento mais complexo.

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