
O Governo de São Paulo prevê expansão na Tabela SUS Paulista em 2026, visando aumentar o atendimento na rede pública, por meio do complemento do valor que os hospitais recebem do Ministério da Saúde por procedimentos. Há possibilidade de repasse de até cinco vezes o estabelecido pela tabela nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).
O objetivo da iniciativa é diminuir a fila de cirurgia, reativar leitos que estavam fechados, ampliar a capacidade de realização de exames e aprimorar diversos serviços.
De acordo com o Governo de São Paulo, há cerca de 20 anos, o preço da tabela nacional do SUS não tem reajuste pelo Governo Federal, o que afetou diretamente a saúde financeira das instituições.
Dessa forma, o estado cobre, com 100% dos recursos do Tesouro Estadual, a diferença no valor dos serviços hospitalares, tendo injetado R$ 9 bilhões desde o início do programa, em janeiro de 2024.
Pelo menos 800 entidades de todas as regiões do estado já foram beneficiadas, dentre elas Santas Casas, hospitais beneficentes e de gestão pública, representando 50% de todo o atendimento oferecido pelo SUS Paulista.
E o governo estadual exemplifica: o procedimento de parto normal na tabela nacional, consta como R$ 443,40. Já na tabela do SUS Paulista o valor é de R$ 2.217,00, havendo um aumento de 400% no repasse.
Mais leitos
Em 2024, o estado afirma que registrou a expansão das internações nas instituições beneficentes, o equivalente a disponibilidade de outros 3.207 leitos SUS.
No ano seguinte, a iniciativa foi ampliada, abrangendo cerca de 100 unidades municipais em 70 cidades. No entanto, alguns hospitais ainda não fazem parte do programa.
Com o novo modelo de tabela SUS Paulista, o o Governo de São Paulo busca não apenas corrigir distorções financeiras, mas também garantir que os pacientes tenham acesso mais rápido e eficiente a tratamentos essenciais.
*Estagiária sob supervisão