Hantavírus: veja as duas possíveis causas do surto no cruzeiro
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Hantavírus: veja as duas possíveis causas do surto no cruzeiro

O surto suspeito de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que já deixou três mortos e ao menos sete pessoas doentes, está cercado de incertezas e preocupa autoridades de saúde internacionais. Especialistas apontam duas possíveis origens para a infecção, e ambas são alarmantes para os cerca de 150 passageiros confinados na embarcação. As informações são do New York Post.

Contaminação por hantavírus pode ter acontecido por fezes de ratos

A hipótese considerada mais provável é a contaminação por fezes, urina ou saliva de ratos infectados, forma clássica de transmissão do hantavírus. O vírus costuma ser contraído pela inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes fechados ou com presença de roedores.

Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, até o momento, nenhum rato foi encontrado no navio. Isso abriu espaço para uma segunda possibilidade, considerada ainda mais preocupante: a transmissão entre pessoas.

Argentina apura hantavírus em navio com mortes e casos graves
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Segundo o médico Zaid Fadul, ex-cirurgião da Força Aérea dos Estados Unidos, existe uma variante específica chamada vírus Andes, registrada na Argentina, capaz de ser transmitida de humano para humano.

É justamente isso que está causando tanta ansiedade neste caso Zaid Fadul, ex-cirurgião da Força Aérea dos Estados Unidos


A cepa Andes possui taxa de mortalidade próxima de 40%, o que transforma o ambiente fechado do cruzeiro em um cenário potencialmente perigoso caso a transmissão entre passageiros seja confirmada.

A própria OMS admitiu que essa possibilidade “não pode ser descartada”. Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias da entidade, declarou que algumas infecções podem ter ocorrido antes mesmo do embarque.

Nós acreditamos que pode haver alguma transmissão entre contatos muito próximos Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias da OMS


O navio holandês partiu de Ushuaia, na Argentina, em 20 de março, para a viagem chamada “Atlantic Odyssey”. Desde então, a situação evoluiu rapidamente. Um dos mortos teve infecção por hantavírus confirmada, enquanto outro passageiro segue em estado grave. Autoridades ainda tentam retirar do navio mais dois pacientes doentes.

cruzeiro permanece isolado próximo à costa da África Ocidental após o país insular de Cabo Verde negar autorização para atracação, alegando risco à saúde pública nacional. Apenas passageiros que necessitam de atendimento médico urgente puderam deixar a embarcação.

Mesmo com o temor crescente, especialistas afirmam que não há motivo para pânico imediato. Medidas simples, como higiene frequente das mãos, uso de máscaras e distanciamento social, podem reduzir significativamente o risco de contágio.


Pesquisadores também acreditam que a origem mais provável do surto esteja ligada à exposição anterior dos passageiros a áreas com presença de roedores infectados na América do Sul, e não necessariamente ao ambiente do navio.

Agora, a OMS e outras agências internacionais tentam reconstruir os passos dos passageiros antes do embarque para descobrir onde ocorreu o contato inicial com o vírus e evitar novos casos.

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